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Diretor de 'Sin City' retoma mundo infantil em 'A Pedra Mágica'

Robert Rodriguez discute como crianças lidam com uma pedra que realiza todos os desejos de quem a toca

REUTERS

27 de agosto de 2009 | 15h49

Depois de participar do projeto Grinhouse ao lado Quentin Tarantino, quando escreveu e dirigiu Planeta Terror, Robert Rodriguez volta às produções infantis com A Pedra Mágica. Nada mais natural para um cineasta versátil, que é cultuado por filmes como El Mariachi (1992) e pelas franquias Sin City e Pequenos Espiões.      

 

 

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linkTrailer de "A Pedra Mágica"

No entanto, a alternância de públicos parece alimentar um equívoco em Rodriguez que, por primário, é inexplicável. Tal como ocorreu em As Aventuras de Sharkboy & Lavagirl em 3D (2005), o diretor não se importa em provar que é possível fazer filmes para crianças sem excluir o público adulto.

A Pedra Mágica, que estreia em todo Brasil apenas com cópias dubladas, é um filme estritamente infantil. Narrada pelo personagem Toby Thompson, ou Toco, a história é, na verdade, uma série de curtas (daí o nome em inglês, Shorts) humorados e não lineares sobre como um grupo de crianças lida com uma pedra encantada, que realiza todos os desejos de quem a toca.

Além de Toco, Gosmento, Mala, Raio, Xereta e Helvetica também querem se aproveitar dos benefícios trazidos pela pedra. Na lista dos intermináveis desejos, um constrói um forte gigantesco para brincar, outro pede para que seu aparelho dentário desapareça, e há ainda quem peça uma moto. Salvar o planeta das agonias da poluição e da fome? Esquece.

Em contraponto ao núcleo das crianças, Rodriguez constrói um mundo adulto dominado pela falta de escrúpulos. Todos trabalham para o imoral Sr. Black (James Spader, de Secretária), que os mantém em um permanente estado de estresse pelo medo de serem demitidos. Lê-se aí uma crítica sutil do diretor sobre ausência paterna, que leva um dos personagens a pedir "um amigo" para a pedra.

Com a sucessão de problemas causados pelos pedidos, Robert Rodriguez embute uma saraivada de lições morais, cujas mensagens não são outras senão a importância da amizade, do respeito e do amor. Tudo colocado de forma simples, sem malícia e acertadamente ingênua.

Um dos pontos interessantes do roteiro é a alfinetada que Rodriguez dá na "onda verde", dos produtos ecologicamente corretos. A única piada que parece ser direcionada ao público com mais de 10 anos. (Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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