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Diretor de filme sobre Amy Winehouse diz que não teve intenção de provocar danos

Segundo relatos, Mitch, pai da cantora, pretendia entrar com uma ação judicial; veja cenas do documentário

Rollo Ross, Reuters

17 de maio de 2015 | 12h44

Asif Kapadia, o diretor de Amy, a cinebiografia de Amy Winehouse, exibida pela primeira vez no Festival de Cinema de Cannes, disse que não teve a intenção de provocar nenhum dano, após o pai da cantora e compositora já morta ter criticado duramente o filme.

Mitch Winehouse insistiu que ele que queria se distanciar do filme e, segundo relatos, ele pretendia entrar com uma ação judicial.

"Não era a intenção desapontar ninguém, mas apenas mostrar o que estava acontecendo na vida dela”, disse Kapadia à imprensa."Havia um monte de turbulências, havia um monte de coisas acontecendo na vida dela, e foi por isso que as coisas aconteceram da maneira que aconteceram. É isso, realmente.”

A autora de Back to Black e Rehab morreu de intoxicação por álcool, aos 27 anos, na sua casa no norte de Londres em 2011.

O produtor do filme, James Gay-Rees, também achou as críticas excessivas. “É muito duro. É a filha dele no final das contas, e é direito dele ter esses sentimentos, mas nós basicamente fomos muito objetivos com o filme”, disse."Nós entramos com um pedaço de papel em branco, fizemos muita pesquisa por alguns anos, e isso foi o que encontramos. Nós achamos que é equilibrado.”

Kapadia disse que foi apropriada a première de Amy em La Croisette."É sempre um sonho, se você faz um filme, o lugar ideal que você quer fazer a première é Cannes. É o ideal para um realizador. É onde você quer estar”, disse.

Amy estava sendo exibido fora da mostra competitiva no sábado, 16.

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