Diretor de 'Austrália' é elogiado por épico grandioso e sexy

Com paisagens estonteantes, cenas de amor sensuais e um adorável ator mirim aborígine, o épico "Austrália" vem recebendo críticas em sua maioria positivas após sua estréia internacional, mas não satisfez todas as grandes expectativas que criou. Estrelado pelos atores australianos Nicole Kidman e Hugh Jackman, o filme tinha sua estréia mundial aguardada ansiosamente pelo público australiano na terça-feira, em Sydney. A esperança é que o épico de 165 minutos ajude a reavivar o cinema australiano e dê um incentivo ao turismo no país. Esse é o primeiro filme em sete anos de um dos diretores australianos favoritos de Hollywood, Baz Luhrmann, que se propôs a criar um épico romântico ao estilo dos anos 1940, seguindo o exemplo de "E O Vento Levou", que possa ficar na história do cinema australiano. Mas, com tantas expectativas, o filme mais caro já produzido no país -- teria custado 130 milhões de dólares -- decepcionou alguns críticos locais. O Melbourne Age o descreveu como "saga melodramática longa demais", cheia de clichês australianos irritantes para agradar aos turistas. O crítico veterano David Stratton disse no The Australian: "Não é obra-prima que esperávamos", mas ponderou que o filme é agradável de ver e elogiou a fotografia fantástica e as performances dos atores. Produzido pela 20th Century Fox, o filme tem a premiada com o Oscar Nicole Kidman, de 41 anos, no papel da arrogante aristocrata inglesa lady Sarah Ashley, que no início da 2a Guerra Mundial vai à Austrália, onde é dona de uma grande fazenda de gado. Sob ameaça de ter suas terras confiscadas, ela se une a um vaqueiro (Hugh Jackman) e a um garoto aborígine (o novato Brandon Walters, de 13 anos) para levar um rebanho de gado até Darwin, atravessando o interior do país, antes de as forças japonesas começarem a bombear a cidade. Durante o trajeto, a aristocrata e o vaqueiro se apaixonam. Além de destacar a paisagem e a história da Austrália, Luhrmann inclui na história a questão controversa da "geração perdida" de crianças aborígines tiradas de suas famílias entre os anos 1880 e 1960 e criadas como brancas. A 20th Century Fox preparou uma estratégia de marketing ambiciosa para o lançamento de "Austrália" nos EUA, em 26 de novembro, o fim de semana do Dia de Ação de Graças, um dos fins de semana que costumam ter as maiores bilheterias do ano. Além disso o estúdio propôs a candidatura do filme para os Oscar de fevereiro de 2009.

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