Diretor apresenta em Berlim o filme mais caro da história da China

O diretor chinês Chen Kaige não pensa na possibilidade de filmar nos Estados Unidos, principalmente após ter conseguido em seu país dinheiro e apoio suficientes para fazer "Wu Ji", o filme mais caro da história da China."Não penso em trabalhar nos Estados Unidos. O ambiente cultural e as condições de trabalho são muito diferentes e é na China onde quero continuar trabalhando", afirmou Chen, após a projeção de seu filme fora da mostra competitiva do Festival de Berlim."Wu Ji" - traduzido para o inglês sob o título "The Promise" (A Promessa) - custou US$ 35 milhões e conta com algumas das maiores estrelas do cinema asiático, como o japonês Hiroyuki Sanada, o coreano Dong Kun Jang e Cecilia Cheung, de Hong Kong.Chen, Palma de Ouro em Cannes em 1993 com "Adeus, Minha Concubina", afirma que teve poucas dificuldades para reunir o dinheiro, porque contava com uma história forte e um grande elenco."Wu Ji" é uma fantasia épica, ao melhor estilo dos filmes de artes marciais, apoiada por animações de computador, sobre uma concubina que, por amor a um escravo, muda a sua vida."Sim, acho que com a força do amor é possível mudar o destino", disse Chen, convencido de que seu filme, apesar das várias cenas de luta, é uma história romântica. "É uma combinação de sonho e realidade, de amor e luta", disse o diretor, que falou em inglês em todas as suas entrevistas.No entanto, confessou que durante as filmagens recorreu a "três ou quatro intérpretes" devido às diferentes nacionalidades de seus atores e à mistura dos idiomas - mandarim, japonês, cantonês e coreano.Dong Kun Jang, que no filme dá vida ao escravo, admitiu que aprendeu algo de chinês apenas semanas antes de começar a filmar, o que dificultou sua interpretação.O mais fácil foi se apaixonar por Cecilia Cheung, a concubina Qingcheng, cujo nome em chinês significa "a mais formosa", algo que na opinião do ator coreano corresponde à realidade.

Agencia Estado,

12 de fevereiro de 2006 | 20h29

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