Didi estréia filme com trapalhadas e alta tecnologia

Em Didi, O Caçador de Tesouros, Renato Aragão diz que queria voltar a fazer comédias dos tempos áureos de Os Trapalhões. Mas o que se vê na tela é uma história inocente com muitos efeitos especiais Renato Aragão vem dizendo que seu novo e 45.° longa-metragem, Didi, O Caçador de Tesouros, é um retorno aos clássicos que tornaram os filmes de Os Trapalhões inesquecíveis para o público e imbatíveis em bilheteria. Mas antes que as ´crianças´ dos anos 70 e 80 saiam correndo para os cinemas, é bom dizer que o próprio Renato Aragão não sabe identificar onde estão as semelhanças. "Não tem nada a ver com Os Trapalhões, mas é uma homenagem às crianças daquela época. Tem humor, aventura e emoção", afirma. Estratégias de marketing à parte, o filme é igual aos últimos de Didi, com uma história bem leve para crianças desta década. O personagem de Renato Aragão é mordomo na casa de Samuel Walker (Cecil Thiré), que é pai do menino Pedro (João Paulo Bienemann). O garoto acha o mapa de um tesouro que fica em um hotel abandonado e que pode dar pistas sobre a história de seu avô, que foi tenente da Força Aérea Britânica. A missão de Didi é levar o garoto, caçar o tesouro e libertar a alma dos fantasmas que morreram no acidente de avião que matou o avô de Pedro. Orçado em R$ 3 milhões, é o filme de Didi que mais faz uso de efeitos especiais. Isso foi possível graças à parceria com Diler Trindade, que produz os filmes da Xuxa. Aragão terceirizou seu estúdio após vender o terreno para a Record construir seu Projac. "Meu programa na Globo, A Turma do Didi, toma quatro dias seguidos. Não estava mais com tempo para cuidar do estúdio", diz. Renato escreveu 40 dos 45 filmes de sua carreira. E diz que está apenas começando, ou melhor, recomeçando no cinema. Já que na TV, seu sonho de voltar para o horário nobre dominical, como nos tempos dos Trapalhões após o Faustão, foi vetado pela Globo. Com Didi, O Caçador de Tesouros nas férias, ele pretende ter 2 milhões de espectadores, 500 mil a mais que seu último filme, Didi Quer Ser Criança. "É um ótimo resultado para os dias de hoje. Mas Os Trapalhões no Auto da Compadecida fez 2,5 milhões em 1987 e foi considerado um fracasso", diz. Além da participação do ator Francisco Cuoco, Renato Aragão escalou a ex-Big Brother Grazielli Massafera. "Gostei do resultado, ela deu o recado bonitinho em um papel que não exigia muito como atriz", conta Aragão, que já está escrevendo o longa para o ano que vem. "Será um filme de princesa, de castelos e principados pequenos", diz ele. Será uma homenagem nostálgica a A Princesa Xuxa e os Trapalhões?

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