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Dez destaques da mostra de Jean-Luc Godard

Retrospectiva reúne a obra completa do cineasta e será exibida no Cinesesc; veja trailers

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2015 | 18h13

O mais revolucionário dos diretores da nouvelle vague ganha retrospectiva completa a partir de quarta-feira, dia 21, no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075, tel. 3285-3696). A mostra Jean-Luc Cinéma Godard vai exibir, ao longo de 43 dias, até 2 de dezembro, simplesmente todos os filmes do diretor de Acossado. São 125 obras vindas da França, entre longas, médias e curtas-metragens. Não inclui apenas cinema: chegam também filmes publicitários, videocartas e séries televisivas. 

Dez destaques de Godard

Acossado (1960).

Espécie de filme-manifesto da nouvelle vague, baseado num fato real. Um marginal (Jean-Paul Belmondo) mata um policial em Paris, envolve-se amorosamente com uma jovem norte-americana (Jean

Seberg) e esta o denuncia.

Viver a Vida (1962).

História de Nana (Anna Karina) que deseja ser atriz, mas se prostitui para sobreviver. Estruturado em 12 capítulos sem sequência definida.

O Desprezo (1963).

Roteirista de cinema (Piccoli) vai filmar o Ulisses e empurra a esposa Camille (Brigitte Bardot) para cima do produtor (Pack Palance). Baseado em Moravia, é tido como o mais deslumbrante dos filmes de Godard.

Alphaville (1965).

Incursão na ficção científica, fala de uma sociedade do futuro na qual os sentimentos foram abolidos e os homens são dominados por um computador.

Week-End à Francesa (1967).

Também baseado em obra literária (o conto A Auto-Estrada do Sul, de Julio Cortázar), faz uma crítica violenta à sociedade consumista.

A Chinesa (1967).

Num aparelho maoista, um grupo de jovens discute as estratégias da revolução. Um dos filmes mais representativos dos anos 1960, antecipa em um ano o ambiente do Maio de 1968 francês.

Vento do Leste (1969).

Discussão alegórica sobre a revolução e a descolonização cultural. Glauber Rocha participa como ator num momento em que se discute a direção do cinema do Terceiro Mundo.

Je Vous Salue, Marie (1985).

No filme, Maria é uma estudante jogadora de basquete e José, um motorista de táxi. A Igreja condenou o filme, que chegou a ser proibido no Brasil, no início da Nova República.

Nouvelle Vague (1990).

Estranha história de uma condessa (Domiziana Giordano) que atropela e se apaixona por um vagabundo (Alain Delon). Mas nada é comum em Godard e a trama se inverte na segunda parte.

História (s) do Cinema (1988-1998).

Um dos projetos mais ambiciosos de toda a carreira do diretor, trabalha por colagens, citações, inscrições na tela e voz off (do próprio diretor) para faer uma reflexão sobre o cinema e a história.

Adeus à Linguagem (2015).

Um casal em crise, observado por um cão. Tudo filmado em 3D, recurso que Godard diz detestar. O filme foi considerado uma espécie de tiro de adrenalina no cérebro. Não está longe disso.

 

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