'Deu a louca na Cinderela' faz sátira do conto de fadas

Filme pretende ser divertido a todo o custo, com piadas prontas e artifícios de outras produções

Rodrigo Zavala, da Reuters,

07 de novembro de 2014 | 18h50

Deu a Louca na Cinderela, de Paul Bolger e Yvette Kaplan, é mais uma investida nos filmes de animação que procuram fazer humor em cima do mundo dos contos de fada. Embora o título remeta ao filme Deu a Louca na Chapeuzinho (2005), esta nova produção não tem qualquer relação com a antecessora, a não ser o fato de ambas tentarem pegar carona no sucesso da trilogia Shrek. O filme entra em circuito nacional apenas em cópias dubladas na quinta-feira, 15. Deu a Louca na Cinderela começa com uma explicação sobre como os vilões dominaram a terra dos contos de fada, sob o comando de Frieda, a madrasta da Cinderela. O desastre acontece quando o mago que controla este mundo da fantasia - e zela pelos finais felizes - tira férias no dia do baile da Cinderela (aqui, chamada de Ella). Aproveitando-se de sua ausência, Frieda rouba um cajado mágico e passa a ter poderes sobre todas as criaturas dos reinos de A Bela Adormecida, O Príncipe Sapo, Rapunzel, Rumpelstiltzkin, Branca de Neve etc. Como o príncipe encantado de Cinderela é um rapaz atrapalhado e ignorante, resta a Rick, o pajem do príncipe, a missão de remediar a iminente destruição de todos com a ajuda de Ella. O rapaz é, desde antes, apaixonado pela maltratada garota, e percebe em toda essa caótica situação uma oportunidade para reivindicar o "final feliz" para ele mesmo. Ao que parece, os figurantes dos contos de fada não parecem viver "felizes para sempre" como seus heróis e heroínas. Rick, por exemplo, é o rapaz que acompanha o príncipe no calvário de descobrir quem é a dona do sapato de cristal e acaba sem ninguém todas as vezes que a história é contada. De maneira geral, o filme pretende ser divertido a todo o custo, com piadas prontas e artifícios inspirados em produções de melhor qualidade. Também não conta com recursos técnicos tão bons, e nem mesmo a trilha sonora de Paul Buckley consegue levantar muito o ritmo desta obra.

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