Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Destino de Polanski deve ser decidido na quarta-feira, dia 25

Tribunal polonês marca audiência para discutir pedido dos EUA de extradição do diretor acusado de abuso sexual

O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2015 | 18h21

O cineasta Roman Polanski comparecerá ao tribunal polonês no dia 25 para iniciar o processo de extradição solicitado pelos Estados Unidos, que alega que o diretor abusou sexualmente de uma menor na Califórnia, em 1977.

A Corte de Justiça da Cracóvia, no sul da Polônia, confirmou nesta terça-feira, 17, que a audiência ocorrerá na quarta-feira da semana que vem e a presença do cineasta é esperada, segundo assegurou seu advogado polonês Jan Olszewski.

Polanski, nascido na Polônia, mas residente na França, tem passado longos períodos na Cracóvia, onde finaliza os preparativos de seu próximo filme – O Caso Dreyfus, sobre um escândalo político que abalou a França.

Em outubro do ano passado, procuradores locais colheram o depoimento de Polanski. Eles disseram que não havia fundamentos para a prisão do cineasta e esperariam o pedido de extradição aos EUA antes de decidirem sobre qualquer medida adicional. O pedido chegou.

De acordo com as leis polonesas, ainda que o tribunal decida em favor da solicitação de extradição, o ministro de Justiça do país terá a palavra final.

Para muitos poloneses, Polanski, de 81 anos e ganhador do Oscar de melhor direção pelo filme O Pianista, de 2002, é a maior referência cultural viva do país. Ele é acusado de ter mantido relações sexuais com uma jovem de 13 anos, Samantha Geimer, crime assumido por ele em 1977 e que o fez passar 42 dias na prisão. Depois de pagar fiança, ele foi liberado.

Em 1978, Polanski fugiu dos Estados Unidos antes da audiência que anunciaria sua pena por medo de que o juiz optasse por uma condenação severa. Em 2009, ele chegou a ser preso em Zurique, graças a um pedido dos Estados Unidos, e ficou em prisão domiciliar. No ano seguinte, ele foi libertado depois que autoridades suíças decidiram não extraditá-lo.

No fim de 2014, um tribunal de Los Angeles recusou o pedido feito por sua defesa de encerrar definitivamente o caso – o que permitiria que ele voltasse a pisar o solo americano. Em recente entrevista coletiva no escritório de seu advogado, ele disse: “Se chegar até uma extradição, e eu não espero que isso vá tão longe, eu teria um problema, mas tenho esperança de que não chegue a isso”. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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