Depois de Paulinho da Viola, diretora foca Gonzagão

Nem bem lançou Paulinho da Viola - Meu Tempo É Agora, a diretora Izabel Jaguaribe já está cheia de projetos. Além dos próprios, que amadureceu nos dois anos de realização de seu primeiro longa-metragem, recebeu uma encomenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim que ele assistiu ao seu documentário no Palácio Alvorada, na semana passada: fazer dois outros, sobre Luiz Gonzaga e Pixinguinha, os músicos brasileiros mais importantes do século passado, segundo Lula e Paulinho da Viola."Comecei o roteiro do Gonzagão no dia seguinte porque já passou da hora de aparecer uma obra sobre ele e um de meus parceiros, o Rafael Dragaud, já pensava nele", conta Izabel. "Na semana que vem, com o roteiro pronto, passarei e-mails para reavivar a memória dos que estavam no jantar." Um deles é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), liderança política nordestina que estava lá e prometeu ajuda para Izabel fazer o filme sobre Gonzagão. "Claro que vou procurá-lo." Esse é um dos planos de Izabel, que vive de cinema e publicidade há 15 anos."A gente deve amadurecer os projetos antes de ter dinheiro para viabilizá-los. Aí, se a oportunidade aparece, a idéia está pronta e é mais fácil realizá-la", explica. "Respeitei o tempo do Paulinho para conseguir a espontaneidade que aparece no filme e, como sou mais acelerada, sobrava tempo para trabalhar outras idéias." As mais maduras são Contos Latino-Americanos de Amor e Morte, 16 episódios baseados em obras de ficção consagradas, e o documentário Barra Way of Life, sobre o bairro carioca que ela considera uma mistura de Brasília com Miami.

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