Marvel Studios
Feitiço do Doutor Estranho dá errado e abre uma fenda para o multiverso da Marvel em 'Homem-Aranha: Sem Volta para Casa' Marvel Studios

Depois de ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’, o que esperar do multiverso na Marvel?

Depois da compra da Fox e da criação de um universo paralelo pela Sony Pictures, estúdio deve reforçar a ideia de outras realidades

Matheus Mans, Especial para o Estadão

16 de dezembro de 2021 | 12h19

As séries Loki e What If? já tinham mostrado que a Marvel Studios estava mais do que interessada em embarcar na ideia de universos paralelos. Recurso utilizado nos quadrinhos da editora, o multiverso permite que a história não seja algo linear, abrindo o leque para que personagens voltem à vida, sejam substituídos ou, até mesmo, viajem por realidades. E esse interesse no multiverso se concretiza com Homem-Aranha: Sem Volta para Casa

Como o trailer já entrega, um feitiço do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) dá errado e, com isso, uma fenda se abre na realidade do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Peter Parker (Tom Holland), que teve sua identidade exposta em Longe de Casa, passa a enfrentar um problema mais espinhoso: a chegada de vilões de franquias passadas do Homem-Aranha, como Doutor Octopus (Alfred Molina) e Duende Verde (Willem Dafoe). 

Assim como a participação de Evan Peters como Mercúrio em WandaVision ou a aparição de diferentes identidades do vilão Loki na série do personagem, este é mais um choque de realidades, de ideias. A Marvel confirma, de uma vez por todas, que tudo que aconteceu em franquias passadas comandadas pela Sony Pictures e pela antiga 20th Century Fox não foram esquecidas, mas sim transportadas para outros universos. Elas existem.

Como dito anteriormente, o céu é o limite. Aceitando que há mais de uma coisa acontecendo ao mesmo tempo, a Marvel faz o que quiser sem comprometer a sua lógica.

A partir de agora, spoilers

Só que, ao contrário da expectativa geral, o filme do Aranha não é o ponto de virada que todos esperavam. Os personagens de outros universos somem com um novo feitiço. Era só isso? Não. O ponto de virada é a segunda cena pós-crédito. É um teaser do filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, próximo lançamento da Marvel Studios. Vemos o personagem-título preocupado. Vai falar com Wanda, diz que o universo não é algo mais linear. Até culminar nos personagens entrando nessas múltiplas e estranhas realidades.

Em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, a Marvel mostrou que outros universos estão acontecendo ao mesmo tempo e validou as histórias que foram contadas pela Sony Pictures e pela 20th Century Fox – inclusive mostrando que a história de Venom está em uma outra realidade. Só que é em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura que as coisas ficam realmente interessantes. Realidades em choque, aparentemente em um cenário que não dá para voltar atrás. O espectador sai da sessão, então, perguntando: e agora?

Novos caminhos

Primeiramente, há de se destacar que dois universos agora podem ser explorados de várias maneiras: o do Homem-Aranha, sob os cuidados da Sony Pictures, e dos X-Men, agora sob a responsabilidade da Marvel após a compra da Fox pela Disney. Sobre o “amigão da vizinhança”, fica claro que o arco dos vilões de outrora, assim como o do Peter Parker vivido por Tobey Maguire, estão completos. Não há muito espaço. Mas o que impede que Andrew Garfield, que ama o personagem incondicionalmente, não ganhe um especial, uma série?

O Peter Parker de Garfield diz, em determinado momento de Sem Volta para Casa, que está passando por um momento sombrio após a morte de Gwen Stacy. É algo que poderia ser explorado sem comprometer em nada a história de Tom Holland. Venom e Morbius, obviamente, também estão nesse universo da Sony, como já era de se suspeitar antes, e também ficam sem amarras. A Marvel deixa claro que quer fazer seu próprio Venom, quando um pedacinho do monstro “sobra” no universo principal. Mas nada de Tom Hardy contra Tom Holland.

Os X-Men, assim como Deadpool, que já apareceu dentro desse universo, também já foram confirmados em WandaVision, mas podem ser reaproveitados. Personagens queridos, e com atores que estão dispostos a retomar seus personagens, podem voltar às telas com um estalar de dedos do Mickey Mouse – o anti-herói vivido por Ryan Reynolds, o Mercúrio de Evan Peters e por aí vai. Pode ser que, em um primeiro momento, não queiram colocar Deadpool e Thor em um mesmo ambiente, mas podem tocar as histórias explicando que são de universos distintos.  

O mais interessante, porém, são os choques de realidade que virão, com personagens entrando de vez no MCU. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, por exemplo, mostra que o Estranho Supremo, apresentado na série What If?, se tornou realidade – assim como é esperado que uma nova versão da Feiticeira Escarlate apareça por ali. Em Thor: Amor e Trovão, uma nova versão do deus nórdico deve ser encarnada por Natalie Portman. A explicação, novamente, vem a partir dessa história de que são realidades diferentes.

Vale lembrar, ainda, da bomba que a Marvel Studios está nas mãos com o filme Pantera Negra: Wakanda Forever, segundo filme desta franquia. Chadwick Boseman morreu precocemente e o manto do herói está vago. Como explicar uma substituição? De novo: o multiverso pode ser a resposta para tudo. Um Killmonger (Michael B. Jordan) "do bem" pode ser encontrado em outra realidade. Ou podemos ver um mundo em que M’Baku (Winston Duke) é o verdadeiro herói e que, nessa confusão, acaba passando para nossa realidade.

Além da Marvel

Vale dizer que não é apenas a Marvel que está seguindo esse caminho de multiversos. A DC, sob responsabilidade da Warner Bros., também está na mesma toada. Depois das histórias da Liga da Justiça com Ben Affleck, Gal Gadot e Jason Momoa não irem tão bem como esperado, eles abriram um leque de opções sem dar muita satisfação. Fizeram um novo Coringa para Joaquin Phoenix, ignorando o de Jared Leto. Depois, ignoraram o Batman de Affleck para criar um novo universo do morcego com o ator Robert Pattinson.

O cereja do bolo deve vir com o filme sobre o Flash, em 2022. Nele, o personagem deve usar sua velocidade para passear entre realidades – o Batman vivido por Michael Keaton, por exemplo, deve retornar. Não há, por enquanto, a mesma complexidade apresentada pela Marvel Studios em seus filmes. Mas o caminho de colidir universos e colocar realidades em choque deve permanecer conforme mais personagens vão surgindo.

Não há motivo, afinal, para os estúdios responsáveis pelos super-heróis fugirem desse multiverso. É um recurso já sedimentado nos quadrinhos e que abre um leque de possibilidades comerciais – ainda mais para a Disney, agora com Quarteto Fantástico e X-Men em suas mãos novamente. Para que ficar em apenas uma realidade se o cinema pode abrir tanto a nossa imaginação e nos fazer passear por outros universos? 

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'Homem-Aranha: Sem Volta para Casa' é um filme para agradar os fãs; o Estadão já viu

Longa faz universo do Peter Parker de Tom Holland colidir com a trilogia de Sam Raimi e a dupla de filmes de Marc Webb

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

15 de dezembro de 2021 | 09h06

Os boatos sobre o novo filme do Homem-Aranha correram soltos nos últimos meses. Alguns spoilers não foram contidos, como a volta de vilões do passado – Doutor Octopus (Alfred Molina), Duende Verde (Willem Dafoe), Homem-Areia (Thomas Haden Church), Electro (Jamie Foxx) e, quem sabe, Lagarto (Rhys Ifans), os três primeiros das versões dirigidas por Sam Raimi e protagonizadas por Tobey Maguire, os dois últimos, das adaptações de Marc Webb com Andrew Garfield. 

Outros, como o retorno dos Peter Parkers anteriores e até a incorporação de personagens que apareceram fora do Universo Cinematográfico Marvel, serviram para atiçar ainda mais o apetite dos fãs. O diretor Jon Watts colocou fogo, chamando Homem-Aranha: Sem Volta para Casa de “Homem-Aranha: Ultimato”, uma brincadeira com a enormidade de Vingadores: Ultimato. O resultado: a pré-venda dos ingressos derrubou sites e, segundo o Ingresso.com, superou a de Ultimato

O todo-poderoso dos Estúdios Marvel, Kevin Feige, tentou controlar as expectativas em entrevista à revista Empire. “Boatos são divertidos, porque alguns são verdadeiros, e muitos não são”, disse. “Mas queremos que as pessoas fiquem empolgadas pelo filme que têm, e não desapontadas pelo filme que não têm.” 

Pois os fãs vão ficar aliviados de saber que os presentes que pediram de Natal foram entregues por Papai Noel na terceira aventura solo do herói, dirigida por Jon Watts e estrelada por Tom Holland, que estreia hoje. “É o melhor filme do Homem-Aranha que já fizemos. Não acho que os fãs estejam preparados para o que aprontamos. Sei que eu não estou pronto e que vai ser brutal”, disse Holland à revista Total Film. 

Sem Volta para Casa entra com os dois pés no multiverso, que a bem da verdade já tinha sido introduzido na animação Homem-Aranha no Aranhaverso, de 2018, e na série Loki. Depois de ter sua identidade revelada para o mundo pelo herói de araque Mysterio (Jake Gyllenhaal), em uma das cenas extras de Homem Aranha: Longe de Casa (2019), a vida de Peter Parker vira um inferno. Sua namorada MJ (Zendaya) e seu melhor amigo Ned (Jacob Batalon) também sofrem as consequências. Por isso, o adolescente decide procurar o Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), pedindo um feitiço para o mundo se esquecer de que Peter Parker é o Homem-Aranha. “Peter sempre é otimista. Neste filme, não sabe o que fazer. É um aspecto do personagem que eu nunca tinha visto”, disse Holland à Total Film.

O feitiço dá errado, abrindo uma caixa de Pandora que traz outros universos do Homem-Aranha para o universo deste Homem-Aranha. O passeio nostálgico às produções anteriores vai causar comoção na plateia – não se assuste se ouvir gritos e palmas no meio da projeção. É uma delícia, afinal, ver Molina e Dafoe depois de 20 anos. Sobram piadas sobre essa colisão de mundos. 

Mas, além das reuniões divertidas e das longas cenas de ação esperadas em um filme do UCM, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers encontra espaço para drama de verdade. “Este filme não é divertido. É sombrio e triste e vai ser tocante”, disse Holland à Total Film. 

Nas duas horas e meia de duração, há tempo ainda para uma discussão sobre o verdadeiro papel do super-herói, sobre a natureza do bem e do mal, sobre destino e escolhas. Os vilões de Sam Raimi e Marc Webb eram cientistas que se perdiam na busca pela inovação ou homens comuns azarados. E Peter Parker é sempre um bom garoto que quer fazer a coisa certa.

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades” é o lema ouvido por ele em todas as suas versões. Vale para o personagem Homem-Aranha e serve para o filme Homem-Aranha, que tem a missão de trazer de volta os espectadores aos cinemas, em meio a uma nova onda da covid-19 na Europa e outras partes do mundo. No Brasil, a expectativa é a de que o longa alcance os 8 milhões de espectadores apenas em dezembro, segundo o site Filme B. Nos Estados Unidos e Canadá, espera-se uma bilheteria de no mínimo US$ 130 milhões no fim de semana de estreia. Entregar exatamente o que os fãs querem é um tanto temeroso para o futuro do cinema. Que, neste caso, seja para o bem. 

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‘Homem-Aranha': Após novo filme do ‘cabeça de teia’, o céu é o limite para Marvel

Depois de mostrar o multiverso em séries como ‘Loki’ e ‘What If?’, Marvel abraça de vez as possibilidades de universos paralelos

Matheus Mans, Especial para o Estadão

16 de dezembro de 2021 | 05h00

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa é um marco, um ponto de virada no cinema da Marvel Studios. Deixe de lado, pelo menos por enquanto, as teorias sobre o possível retorno de Andrew Garfield e Tobey Maguire, atores que interpretaram o “cabeça de teia” em outras oportunidades. Concentre-se, enfim, no que aparece no trailer: o Doutor Estranho perde o controle de um feitiço e abre uma brecha para que antigos vilões retornem.

Só isso já basta para sabermos que o conceito de multiverso é abraçado de uma vez por todas pela Marvel Studios, depois de ensaiar a temática nas séries Loki e What If?, disponíveis no Disney+. Agora, a ideia de que universos paralelos coexistem fica ainda mais real. Não é apenas devaneio dos quadrinhos, imaginação de fã. Um personagem pode estar morto em uma realidade, mas vivo em outra. Nada mais é concreto.

Com isso, o futuro da Marvel Studios passa pelo questionamento: como seguir com uma linha de histórias coesa, que agrade ao público geral, usando o multiverso?

Afinal, são mais personagens a serem explorados e mais possibilidades abertas. A chance de algo ficar confuso demais nas telonas se torna mais real. Kevin Feige, produtor da Marvel e responsável por orquestrar esse “universo compartilhado”, se torna uma figura ainda mais indispensável. É preciso alguém para delimitar o que pode ou não ser feito, já que erros e tropeços podem acontecer mais facilmente. 

Como funciona

Nos quadrinhos, o multiverso já é explorado há décadas e, com isso, são vários os universos apresentados, como Universo Ultimate (Terra-1610), Zumbis Marvel (Terra-2149) e Marvel 1602 (Terra-311). Cada história tem suas particularidades, algumas bizarrices. Mas há uma graça, no geral, com essas tramas que brincam com as emoções do leitor. Um erro de uma HQ pode ser corrigido rapidamente usando o multiverso.

Nos cinemas, porém, as coisas não são tão simples. Ainda que a DC esteja seguindo esse caminho, é complicado fazer filmes simultâneos passados em diferentes universos, com personagens interpretados por vários atores ou, pior, mortos em um filme e vivos em outro. Isso daria um nó na cabeça do público, que poderia ter dificuldades de acompanhar o que está de fato acontecendo ali, sem falar da quebra de vínculo emocional.

De olho no que foi divulgado até agora sobre os próximos filmes da Marvel, como Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e Thor: Amor e Trovão, o estúdio vai seguir pelo caminho de unir universos. Variações de personagens podem se enfrentar ou, então, servir como substituto - é uma boa maneira de encontrar um novo herói para Pantera Negra 2 após a morte de Chadwick Boseman, ou para introduzir Natalie Portman como “a nova Thor”. E que tal trazer os X-Men para dentro dos filmes da Marvel Studios?

As possibilidades que se abrem são valiosas. Novos personagens vão surgir, antigos reaparecem. A Marvel não terá mais limites para sua criatividade - e nem mesmo o espaço será uma barreira. Fica apenas a torcida para que os filmes saibam dosar o que há de melhor nas HQs e no cinema, usando imaginação para continuar a emocionar fãs por aí.

 

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Homem-Aranha no cinema: Resumo de todos os filmes

De 'Homem-Aranha' (2002) a 'Homem-Aranha: Longe de Casa' (2019), o super-herói já passou por três atores, três diretores e três universos diferentes

Redação, O Estado de S. Paulo

03 de julho de 2019 | 11h43
Atualizado 13 de dezembro de 2021 | 07h55

Com Homem-Aranha: Sem Volta para Casa chegando aos cinemas, esta é uma boa hora para relembrar os outros oito filmes do super-herói que já passaram pela tela grande. Veja os resumos abaixo.

Homem-Aranha (2002)

Um dos primeiros filmes de super-heróis a iniciar a “nova era” dos filmes em Hollywood, o original de Sam Raimi é hoje considerado um clássico por muitos fãs. Apesar de algumas críticas mais recentes considerarem o filme “datado” (especialmente pela falta de tiradas bem humoradas do Peter Parker de Tobey Maguire), é difícil ignorar os méritos do filme, entre eles, a história tão bem contada das origens do herói e o incrível casting de J.K. Simmons como J. Jonah Jameson, o jornalista que contrata o fotógrafo em início de carreira. E, claro, aquele beijo de ponta-cabeça.

Homem-Aranha 2 (2004)

Dois anos depois da morte do Tio Ben, Peter Parker continua lutando contra o crime, mas sua vida pessoal está prestes a desmoronar: falido, com problemas na faculdade e de coração partido (Mary Jane/Kirsten Dunst vai se casar com outro cara). A mutação do seu mentor para o Doutor Octopus deixa tudo ainda mais complicado — mas Tobey Maguire não tem tempo a perder e entrega aqui sua melhor atuação do herói. Ninguém nunca vai esquecer da cena do trem.

Homem-Aranha 3 (2007)

Considerado o pior de toda a série por muitos fãs, o fim da trilogia do diretor Sam Raimi traz James Franco e Thomas Haden Church como os vilões que aparecem num momento em que Peter Parker parece ter tudo sob controle. Apesar da fama ruim, o filme tem vários bons momentos, como a cena em que o Homem de Areia tenta, mas não consegue, segurar o pingente de sua filha com suas mãos se desintegrando.

O Espetacular Homem-Aranha (2012)

Apesar das críticas, Homem-Aranha 3 foi bem nas bilheterias — mas a Sony e o diretor Sam Raimi não conseguiram chegar a um acordo para os próximos filmes, e ele decidiu sair, levando consigo Tobey Maguire e Kirsten Dunst. Andrew Garfield e Emma Stone assumiram seus lugares, e o diretor Marc Webb passou a comandar a franquia. O reboot tentou contar a história da origem do super-herói num prisma um pouco mais sombrio do que seus antecessores.

O Espetacular Homem-Aranha 2 (2014)

Apesar de repetir muitas falhas de Homem Aranha 3, como tentar estufar diversos plots no mesmo filme, o diretor Marc Webb conseguiu tirar de Andrew Garfield e Emma Stone (namorando na época na vida real) algumas das melhores atuações de toda a saga. A Sony também tenta aqui acrescentar o “humor Marvel” tão bem sucedido nos Vingadores, e essa talvez seja uma das decisões que fez o filme se perder.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

O filme é o primeiro da franquia no acordo histórico da Sony com a Marvel: a Sony ainda detém os direitos do personagem e produz os novos filmes, e a Marvel determina a direção criativa deles, além de poder usar o personagem em suas próprias produções. O filme também marca a estreia de Tom Holland no papel principal, e aqui, mesmo sem tantas cenas de ação inesquecíveis, o ator consegue dar ao personagem um ritmo e um tom cômico bastante consistentes.

Homem-Aranha no Aranhaverso (2018)

Miles Morales, o jovem do Brooklyn protagonista dessa animação, é um dos personagens mais legais criados no “cinemão” recente, e seu encaixe no mundo de Homem-Aranha, aqui, é mágico. Conforme Peter Parker vai chegando à meia-idade, o vilão Wilson Fisk começa a juntar realidades paralelas para tentar recuperar entes queridos. Mas os riscos para a humanidade são imensos. A junção de Homens-Aranhas de diferentes realidades funciona tão bem que o filme levou um Oscar.

​Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)

Depois de apresentar o novo Peter Parker de Tom Holland, o cineasta Jon Watts volta para o comando do personagem. Só que, desta vez, ele sai do conforto de Nova York e cai em uma viagem de férias na Europa. Lá, ele começa a trabalhar ao lado de Mystério (Jake Gyllenhaal) para enfrentar ameaças de monstros que parecem surgir do nada. Seria já o começo do metaverso? A partir daí, vemos Homem-Aranha enfrentar o maior desafio de sua vida ao ser obrigado a crescer e, ainda por cima, ver sua identidade revelada. Apesar de seguir o caminho de não apresentar grandes cenas de ação, Homem-Aranha: Longe de Casa continua firme no caminho de fortalecer laços ao redor de Peter Parker.

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