Depois de estrear bem nos EUA,'Robocop' terá pré-estreia no Brasil

Michael Keaton, Joel Kinnaman e o diretor José Padilha participam de lançamento do filme no Rio na próxima terça

Flavia Guerra, O Estado S.Paulo

14 de fevereiro de 2014 | 16h58

Depois de ser bem recebido internacionalmente, Robocop, o mais novo filme dirigido pelo brasileiro José Padilha, chega às telas nacionais no dia 21, próxima sexta. Antes, na terça-feira, os atores Michael Keaton, Joel Kinnaman e o diretor José Padilha participam de rodadas de entrevistas e da pré-estreia para convidados no Rio.

Orçado em US$ 100 milhões, o filme teve sessão para a crítica nacional na manhã desta sexta-feira, 14, e foi recebido pelos jornalistas presentes. Robocop estreou nos EUA na quarta-feira, 12, em mais de três mil salas com críticas positivas, incluindo do The New York Times, que afirmou que se trata de algo como um "jogo de vídeogame violento".

Remake do longa dirigido por Paul Verhoeven em 1987, a trama agora se passa em 2028, quando os drones são amplamente usados fora dos EUA para manter a ordem em países que recebem as forças armadas norte-americanas. A empresa que os criou, a OmniCorp, comandada por Raymond Sellars (Michael Keaton) quer que eles passem a habitar as ruas dos EUA, mantendo o desejo de que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades. Enfrentando resistência, avessos ao fato de que os drones não possuem consciência humana, Sellars se aproveita do fato de que o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) foi ferido e está entre a vida e a morte para transformá-lo no Robocop e criar o primeiro 'drone humano'.

Um dos trunfos apontados pelos críticos norte-americanos e europeus é o fato de que o fator humano ganha destaque nesta nova trama. De fato. Sob as lentes atentas e irônicas de Padilha, Murphy burla a programação robótica que recebe e se torna de fato um ser híbrido. A trama, em vez de se calcar no duo em branco-e-preto do clássico 'bemXmal', ganha tons de cinza em que se evidencia a discussão sobre o avanço da ciência, a ética, a manipulação da mídia e os interesses das grandes corporações. Angustiado e obstinado, o novo Murphy é menos caricato e faz com que as cenas de vídeo-game se tornem uma busca humana. Destaque para o impecável Samuel L. Jackson no papel do apresentador de telejornal sensacionalista Pat Novak. 

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