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Depois de escrever, com o pai, o roteiro de ‘Gravidade’, Jonás Cuarón filma o deserto

Com estreia nos EUA em março, longa do mexicano mistura ação e terror para falar sobre imigração

David Villafranca, EFE

23 de dezembro de 2015 | 20h31

LOS ANGELES - A história de sobrevivência de alguns imigrantes diante da caçada de um policial de fronteira é a base de Deserto, segundo filme de Jonás Cuarón – que, em conversa com a EFE, destacou a beleza e a crueldade de uma paisagem que não distingue fronteiras ou nacionalidades.

“Ao contrário dos humanos, que vemos, arbitrariamente, diferenças entre uns e outros de acordo com nacionalidades, para o deserto todos são os mesmos – americanos ou mexicano. São os mesmos, e o deserto não vai perdoar ninguém”, explicou o diretor sobre seu filme.

O trailer foi apresentado nesta quarta-feira, 23, e o filme conta com o mexicano Gael García Bernal como a principal estrela.

Sobrinho e filho de cineastas e nascido na Cidade do México em 1981, Jonás Cuarón assinou com seu pai, Alfonso Cuarón, o roteiro de Gravidade, filme com o qual Deserto, que estreia em março, compartilha algumas características. “Um ser humano, em um ambiente como o deserto ou o espaço, não importa de onde venha ou quem seja: todos têm que sobreviver”, disse.

Depois de Año Uña (2007), sua experimental e original estreia no mundo dos longas, e dos curtas Aningaaq e The Shock Doctrine, Cuarón encara Deserto, sua primeira grande produção, e o faz apostando nos gêneros de ação e terror, estilo dos filmes americanos dos anos 1970 de que se diz fã.

O cineasta disse que, por meio de filmes de gênero, é possível falar sobre imigração não só aos “convertidos” e comentou que, enquanto os dramas apontam para a razão e para o cérebro, os filmes de terror se conectam com o espectador “de uma maneira muito visceral, com o estômago, como se fosse quase uma reação instintiva”.

Em Deserto, Gael García Bernal faz o papel de Moisés, um mexicano que tenta chegar aos Estados Unidos com um grupo de imigrantes, para reencontrar seu filho. O grupo terá de enfrentar a polícia de fronteira como se fossem animais. O objetivo de Cuarón é “ter o público grudado na cadeira” durante toda essa experiência “de entretenimento, mas muito tensa”.

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