Guillaume Horcajuelo/Efe
Guillaume Horcajuelo/Efe

Decisão sobre extradição de Polanski está na 'última fase', diz Suíça

EUA querem julgar cineasta franco-polonês por relações sexuais com uma menor há 33 anos

Efe

05 de julho de 2010 | 12h59

GENEBRA - A decisão sobre a extradição do cineasta Roman Polanski, que os EUA querem julgar por relações sexuais com uma menor há 33 anos, está "em sua última fase e ainda não foi tomada", afirmou nesta segunda-feira, 5, um porta-voz do Escritório Federal de Justiça (OFJ) da Suíça.

 

Nas últimas 24 horas se multiplicaram as informações que asseguram que a Suíça teria aprovado a extradição de Polanski, preso com fins de extradição em setembro em Zurique a pedido da Justiça americana.

 

O porta-voz da OFJ, Rudolf Wyss, assegurou à Agência Efe que se tratam de "rumores" e garantiu que não há nenhuma decisão tomada sobre Polanski. Wyss disse que o estudo da extradição do cineasta franco-polonês se encontra "em sua última fase", mas não deu mais indicações sobre quanto tempo mais poderia durar sua avaliação. "Tudo depende da complexidade do caso", comentou.

 

Além disso, Wyss disse que, caso que a decisão seja desfavorável a Polanski, sua defesa teria a possibilidade de recorrer em um prazo de 30 dias perante o Tribunal Penal Federal de Bellinzona, instância máxima judicial da Suíça.

 

Após sua prisão, Polanski passou dois meses em uma prisão na Suíça, e depois foi autorizado a esperar uma decisão final sob prisão domiciliar, que cumpre a sete meses em uma residência que possui na localidade de Gstaad, uma estação de esqui exclusiva.

 

Os EUA insistem em sua extradição para julgá-lo por ter mantido relações sexuais em 1977 com uma adolescente de 13 anos, à qual supostamente drogou.

 

Anos depois, Polanski chegou a um acordo econômico com a jovem e sua família, que retirou todas as acusações e se pronunciou publicamente pelo fechamento definitivo do caso, mas os juízes americanos consideram que o crime não prescreveu e deve ser julgado.

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