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‘Deadpool’ ganha versão palatável para crianças

Se o que a franquia tem de melhor é a transgressão, é curioso ver o que sobra sem drogas, sexo e palavrões

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

31 de dezembro de 2018 | 06h00

Tem gente disposta a apostar que Deadpool 2 é o melhor filme de super-heróis do ano. Em geral, é gente que olha os filmes do gênero com o espírito dos comics. Os filmes são ‘divertidos’. Deadpool, com sua soma de sexo, drogas e linguagem chula, é ‘divertido’. E, por ser impróprio para menores – PG13, nos EUA –, seria divertimento ‘adulto’. Há controvérsia. Os melhores filmes de super-heróis são tragédias – os de Zack Snyder. E os mais divertidos são os da franquia Guardiões da Galáxia.

Mas o conceito de Era Uma Vez um Deapool é curioso. Posto que Deadpool 2 é ‘adulto’, o estúdio agora o limpa de seus excessos verbais e físicos, fazendo a versão infantil. A mesma história, ou quase, sem sexo nem palavrões. O próprio Ryan Reynolds, mascarado, a conta para Fred Savage, de Anos Incríveis, num cenário que evoca a fantasia clássica A Noiva Prometida.

Algumas partes são realmente transgressoras. Como propriedade da Fox, Deadpool desautoriza outra propriedade do estúdio, X-Men, assinalando suas diferenças (e similaridades) com os produtos da Marvel. O que seria a versão ‘livre’ de Deadpool 2 tem impropriedade até 14 anos. E a distribuição claramente não colocou fé no filme. Além de reduzido, o circuito não favorece as áreas centrais de São Paulo. Os horários são na maioria noturnos.

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