Carlos Zepeda/EFE
Carlos Zepeda/EFE

De volta para casa, o mexicano Del Toro anuncia bolsa de estudos e exposição sobre seu trabalho

O cineasta ganhador do Oscar de melhor diretor participou de um seminário em sua cidade natal

Agence France-Presse

11 Março 2018 | 01h08

GUADALAJARA - Com honras e os aplausos de centenas de jovens que o veem como inspiração, Guadalajara recebeu seu filho pródigo, Guillermo del Toro, que apresentou uma bolsa de estudos para novos talentos do cinema e anunciou a chegada ao México de uma exposição sobre seu trabalho.

Del Toro ofereceu neste sábado, 10, o primeiro de três seminários durante a realização do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, em um teatro lotado, principalmente por jovens cineastas e fãs que não pararam de aplaudir e celebrar com gritos afetuosos a cada um de seus comentários.

+++ Guillermo del Toro ganha o Oscar 2018 de direção e leva mais um prêmio para o México

Motivador e desbocado ao mesmo tempo, o cineasta assegurou ao público que o mais mexicano que seus filmes têm é ele próprio, porque sua visão artística foi forjada no México e pelo momento "profundamente adverso" que sua geração viveu.

"Quando você já fez filmes no México, você pode fazer filmes em qualquer lugar", disse ele, causando risos e aplausos.

O cineasta de 53 anos ganhou no último domingo o mais alto prêmio do cinema em Hollywood, o Oscar de melhor diretor pelo trabalho em "A forma da água", um filme que, no total, ganhou quatro estatuetas, incluindo a de melhor filme.

Após o seminário, ele anunciou a criação da Bolsa Internacional de Filmes Jenkins-Del Toro que financiará até US$60.000 por ano para a formação cinematográfica completa dos talentos mexicanos.

+++ Del Toro e a celebração da fantasia

"Aquele que muda uma vida, muda uma geração ... esse primeiro impulso é muito importante e esse é o objetivo da bolsa de estudos", acrescentou o cineasta sobre esta iniciativa concedida em parceria com a Fundação Mary Street Jenkins.

Sobre a exposição "Guillermo del Toro, em casa com monstros", que chegará em Guadalajara e, em seguida, na Cidade do México a partir de março 2019, o artista disse que ele não pretende falar sobre seus filmes, mas mostrar as diferentes influências e formas narrativas que geraram "uma forma particular de imaginação".

Ele enfatizou a importância da experiência e das raízes mexicanas além do folclore, bem como a "cultura viva" como um motor para que os jovens possam amar e combinar gêneros sem vergonha e falando assim "da realidade em que vivemos".

A exposição inclui mais de 500 objetos, incluindo desenhos, modelos, estátuas, fotografias e figurinos, e foi apresentada em Los Angeles, Minneapolis e Ontário. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.