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De Cidadão Kane a Pulp Fiction: os erros históricos do Prêmio Oscar

Nem sempre o longa que vence a categoria melhor filme se torna um clássico

USA Today

02 de março de 2014 | 03h00

Quando se trata do Prêmio Oscar, a corrida para melhor filme tende a se ater ao esperado, o que bem pode valer para os favoritos 12 Anos de Escravidão, Trapaça e Gravidade. Ainda assim, a Academia tem uma longa lista de desapontamentos.

Conheça algumas das principais surpresas da história da premiação e como eles aconteceram.

 

Como Era Verde o Meu Vale X Cidadão Kane (1942)

Pense rápido: você consegue lembrar do diretor ou de algum ator de Como Era Verde o Meu Vale, drama sobre uma família de mineiros escoceses que luta para sobreviver na virada do século? Bem, o diretor John Ford e o ator coadjuvante Donald Crisp venceriam dois dos cinco Oscars recebidos pelo filme. Mas, daquela noite, o que ficou na memória foi a esnobada da Academia em Cidadão Kane, que ficou apenas com um Oscar – o de melhor roteiro original.

 

 

Rocky X Taxi Driver (1977)

Que ano foi 1976 para o cinema... A história de boxe de Sylvester Stallone bateu filmes que se tornariam icônicos, incluindo Taxi Driver, Rede de Intrigas e Todos os Homens do Presidente. Taxi Driver, de Martin Scorsese, aliás, sairia da premiação com apenas uma estatueta, apesar da interpretação de dois grandes talentos ainda em formação: Robert De Niro e Jodie Foster.

   

Gente como a Gente X Touro Indomável (1981)

Esta foi a segunda derrota inacreditável de Martin Scorsese no Oscar, com seu filme ficando atrás da história de uma família disfuncional, dirigida por Robert Redford. Mas, tudo bem, Touro Indomável entraria para a história como um dos grandes de Hollywood – e um dos maiores filmes sobre boxe já feitos.

 

 

Carruagens de Fogo X Reds (1982)

Foi uma corrida feita sob medida para Carruagens de Fogo: um filme pequeno lutando contra o favorito Reds, que havia recebido 12 indicações. No final das contas, Carruagens ficou com quatro estatuetas, incluindo uma para a trilha de Vangelis, e Reds, com três, incluindo o de direção, para Warren Beatty.

 

 

Shakespeare Apaixonado X O Resgate do Soldado Ryan (1996)

A direção de Steven Spielberg, a atuação de Tom Hanks, o tema patriótico – O Resgate do Soldado Ryan tinha tudo para dar uma lavada na edição daquele ano do Oscar. Mas eles de certo não contavam com as estratégias de marketing do produtor Harvey Weinstein, que levou o filme sobre Shakespeare à vitória.

 

Forrest Gump X Pulp Fiction (1995)

Repetiu-se o destino de Cidadão Kane, Pulp Fiction, como o filme de Orson Welles, era admirado pela crítica e tornou-se muito rapidamente alvo de adoração. Mas ficou apenas com uma estatueta – a de roteiro original –, enquanto o longa sobre o homem simples que se torna testemunha da história dos EUA deu o Oscar a Tom Hanks e ao diretor Robert Zemeckis.

 

 

Dança com Lobos X Os Bons Companheiros (1991)

Dança ficou com sete estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor para Kevin Costner, e fez de Martin Scorsese a noiva abandonada definitiva da história da premiação. Os Bons Companheiros ficou apenas com o prêmio de ator coadjuvante, para Joe Pesci.

 

 

 

O Paciente Inglês X Fargo (1997)

Especialistas ficaram de queixos caídos quando o drama sobre a Segunda Guerra desbancou a história policial dos irmãos Coen, que logo se tornaria um clássico. O filme de Anthony Minghella recebeu nove Oscars e Fargo ficou só com o prêmio de atriz (Frances McDormand) e roteiro (Joel e Ethan Coen).

 

 

Crash X O Segredo de Brokeback Mountain (2006)

Prêmio a prêmio, a noite parecia apontar para uma vitória esmagadora de O Segredo de Brokeback Mountain – ainda mais depois da vitória de Ang Lee entre os diretores. Até o apresentador Jack Nicholson pareceu surpreso em anunciar a vitória de Crash – e, mais tarde, confessaria ter votado em Brokeback.

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