David Schwimmer, o Melman de 'Madagascar', fala sobre filme

Ator, que interpretou Ross Geller na série 'Friends', dá voz à girafa na seqüência da animação da DreamWorks

Elaine Guerini, especial para o Estado,

08 de dezembro de 2011 | 17h46

David Schwimmer levará muito mais tempo do que imaginava para se desassociar da imagem de Ross Geller, o paleontologista azarado no amor que ele encarnou por dez anos na série Friends (1994-2004). "Mesmo que eu fizesse o papel de um psicopata, alguém diria que é a versão psicopata de Ross. E não tenho como controlar isso. Até porque não param de reprisar o seriado nos EUA e em muitos países do mundo", diz o ator de 42 anos, que busca refúgio na dublagem de longas-metragens de animação e na cadeira de diretor. Trabalhos nos quais ninguém pode acusá-lo de interpretar eternamente o sujeito nerd e romântico da série de TV. Veja também:Trailer de 'Madagascar 2'   "Fiquei aliviado quando recebi um telefonema de Jeffrey Katzenberg perguntando se eu queria dublar uma girafa", lembra Schwimmer, referindo-se a Melman, da franquia de animação Madagascar, sobre quatro animais do zoológico de Nova York. Depois do sucesso comercial do primeiro filme, que arrecadou cerca de US$ 533 milhões ao redor do globo em 2005, a DreamWorks escalou-o para repetir o papel em Madagascar 2, que leva Melman ao coração da África com os amigos - a hipopótama Gloria, o leão Alex e a zebra Marty. "Graças ao primeiro título, passei a ter fãs mirins, de 5 e 6 anos, muitos deles filhos de amigos meus." Por mais que o ator nova-iorquino tente evitar comparações, até a girafa macho hipocondríaca do desenho guarda algumas semelhanças com Ross. Principalmente nessa segunda aventura, quando Melman finalmente cria coragem para declarar seu amor por Gloria, assim como Ross, que passou anos e anos apaixonado secretamente por Rachel (Jennifer Aniston). "Mas quem nunca se envolveu com o melhor amigo? A amizade é a melhor base para um relacionamento amoroso", despista Schwimmer, que pretende dedicar-se mais à carreira atrás das câmeras. Após dirigir alguns episódios de Friends e peças teatrais, ele assinou o seu primeiro longa-metragem em Maratona do Amor, lançado este ano no Brasil. Depois da história do sujeito (Simon Pegg) que deixa a noiva no altar e anos depois resolve reconquistá-la, Schwimmer ainda dirigiu este ano para a HBO a comédia de sketches Little Britain USA, uma versão americana da série inglesa, da BBC. "É provável que siga esse caminho. O trabalho não só me afasta de Ross como é muito mais desafiador intelectualmente. Adoro dar a minha visão sobre um tema e traduzir isso em imagens." Talvez ele até escale algum ex-companheiro de Friends para seus próximos filmes. "Somos amigos até hoje e nos entendemos muito bem, o que sempre ajuda no set." Embora seja grato à série, que fez dele um rosto conhecido internacionalmente (além do salário de US$ 1 milhão por semana, nas últimas temporadas), Schwimmer não tem saudade daquela época. "Adorava o trabalho, mas não suportava a perseguição dos tablóides. Era um inferno ver os paparazzi de plantão na porta da minha casa e ver gente que diz ser jornalista revirando o meu lixo." 

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