Dario Grandinetti estréia no cinema nacional em 'Bodas'

No filme de André Sturm, ator argentino vive Miguel, um arquiteto de irá se envolver com Nina (Helena Ranaldi)

Neusa Barbosa, da Reuters,

08 de maio de 2015 | 13h08

Uma história de amor está no centro de Bodas de Papel, filme do diretor André Sturm (Sonhos Tropicais), que marca a estréia do ator argentino Dario Grandinetti (de Fale com Ela) no cinema brasileiro. No papel de Miguel, um arquiteto argentino, Grandinetti inclusive fala português. O filme estréia em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife nesta sexta-feira, 16.     Veja também: Trailer de 'Bodas de Papel'  No Cine PE 2008, onde teve sua première, a produção conquistou três prêmios, melhor edição de som, melhor atriz coadjuvante (Cleyde Iáconis) e melhor filme para o júri popular. De um notável quarteto de atores veteranos, como a própria Cleyde Iáconis, Walmor Chagas, Antônio Petrin e Sérgio Mamberti, a história cria uma espécie de segunda vertente, que alimenta a primeira, o romance entre a dona de hotel Nina (Helena Ranaldi, atriz de TV estreante em cinema) e o arquiteto Miguel (Dario Grandinetti). O roteiro, de autoria do próprio Sturm, em parceria com Adriana Lisboa e Flávio Carneiro, localiza a trama na cidade fictícia de Candeias. O lugar foi esvaziado por conta do plano de construção de uma barragem, mas acabou salvo pelo abandono do projeto. Assim, a cidade está sendo repovoada pelos antigos moradores, entre eles, Nina, que vai reativar o antigo hotel de sua família. Miguel chega à cidade perdido, à procura de uma velha moradora (Cleyde) que o contratou para a reforma de sua casa. O acaso une Nina e Miguel, numa paixão que terá, igualmente, seu ciclo de vida e de morte. A experiência da morte de uma pessoa amada é, assumidamente, uma das inspirações do diretor para construir esta narrativa. Em entrevistas durante o Cine PE, Sturm também revelou sua admiração pela simplicidade e clareza do cinema argentino, que é uma de suas inspirações neste filme, procurando um diálogo com o público. No Cine PE, isto claramente ocorreu, como demonstraram os calorosos aplausos e o prêmio do júri popular. Não se pode ignorar, também, o grito de "novela!" que partiu de alguns espectadores da sessão em Recife. A palavra "novela", aliás, acabou sendo pichada no cartaz do filme, à entrada do Cine-Teatro Guararapes.

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