Desiree do Valle
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Danton Mello e Marcus Majella vivem em pé de guerra no filme 'Um Tio Quase Perfeito 2'

Em conversa com o 'Estadão', Danton conta detalhes dos bastidores da comédia

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2021 | 05h00

Ele cresceu diante dos olhos do público. Estreou na televisão em 1985, com apenas 10 anos, na novela A Gata Comeu, baseada em obra de Ivani Ribeiro. Danton Mello está maduro, tem 45 anos, e uma trajetória de dar inveja. Mas sua carreira artística teve início antes disso, quando, aos cinco anos, emplacou seu primeiro comercial. De lá pra cá, foram inúmeras novelas, filmes, participações em programas de TV, como a Dança do Famosos, dublagens, e ainda como apresentador do Globo Ecologia. Incansável, emenda quase um trabalho no outro. E foi o que aconteceu quando aceitou estar na comédia Um Tio Quase Perfeito 2, que estreia nesta quinta, 7, nos cinemas. 


Dirigida por Pedro Antonio, a comédia traz de volta Tio Tony, interpretado pelo humorista Marcus Majella, como foi no primeiro filme. E ele surge agora mais centrado, não pensa em fazer trambiques, até conseguiu um emprego e continua sendo o xodó dos sobrinhos. No entanto, ele terá um rival à altura, que é Beto, namorado de Ângela (Leticia Isnard), a irmã de Tony. E a confusão tem início exatamente quando esse intruso, interpretado por Danton, começa a conquistar os sobrinhos queridos.

Em conversa por telefone com o Estadão, Danton Mello conta que gostou muito de fazer o personagem. “Foi uma experiência muito gostosa”, explica o ator, que revela ser muito fã de Majella. Sua entrada no filme veio após ele ler o roteiro, “sem pretensão”, e se encantar com a história, mesmo querendo umas férias, pois acabava de gravar uma novela. “É um filme que fala de aceitação, e ainda tem um elenco maravilhoso”, conta. 



Empolgado com o filme, Danton descreve seu personagem e como ele funciona nessa trama de humor. “É um boa-praça, ao mesmo tempo que também é muito rígido, mas que acaba entrando na onda do Tio Tony”, diz. Avaliando a personalidade do protagonista e do antagonista, ele afirma não saber “quem é mais criança, se são os dois ou as crianças do filme”. Basta conferir a história, que traz o embate desses dois personagens pela atenção e pelo amor dos filhos de Ângela. Claro que Tony, cheio de ideias surpreendentes, não deixará de ser capaz de fazer as coisas mais mirabolantes, que não sairão da forma como deseja. 

Por ter iniciado a carreira artística tão novo, Danton conta que contracenar com crianças o remete a outros tempos. “Eu sempre penso em tratar as crianças da mesma forma como fui bem recebido por colegas”, rememora o ator, que traz de volta lembranças de sua atuação na novela A Gata Comeu. “Lembro como era agradável o trabalho com Nuno Leal Maia, por exemplo. E tantos outros com quem cresci trabalhando”, reconhece. Por isso mesmo, Danton faz questão de dar toda a atenção aos pequenos. “Eu viro um paizão ali, pois quero saber se foi bem na escola, se está bem alimentado, se está cansado. Eu fico ali cuidando.” 

 


Segundo o ator, isso se deve a sua experiência com outros atores veteranos, em seu início profissional. Ele faz questão de repetir os pontos positivos - como destacar o elenco infantil do filme. “O Fhelipe Gomes, que faz o meu filho, Rodrigo, e os meus três enteados, Julia Svacina (Patrícia), João Barreto (João) e Soffia Monteiro (Valentina), são muito dedicados, e estavam numa alegria danada por se reencontrarem nessa sequência.” 

Outro ponto interessante de Um Tio Quase Perfeito 2 é o fato de mostrar como o ciúme exagerado embola o meio de campo. “É isso que desencadeia todo o problema”, conta Danton. Foi por não aceitar que os sobrinhos gostassem de Beto que Tony perde a cabeça em alguns momentos, não tolerando ser deixado de lado pela família, ou pensar que era isso que estava ocorrendo. “Foi isso que me cativou ao ler o roteiro, pois vi que não era só uma comédia, o filme tem uma mensagem.” 

Além dessa estreia, Danton Mello aguarda o lançamento de Predestinado, em que vive o médium Arigó, que incorporava o Dr. Fritz. “Estou muito ansioso para mostrar esse trabalho, que mexeu muito comigo.”

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