K.G. Productions
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'Custódia' e 'Django' estão entre os finalistas do prêmio de novos diretores da 41.ª Mostra

Competição Novos Diretores tem 14 filmes selecionados que agora serão escolhidos pelo Júri Internacional; primeiro filme de Murilo Benício é um dos escolhidos

O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2017 | 12h09

A 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 27, os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público. Eles concorrem agora ao Troféu Bandeira Paulista, que será entregue pelo Júri Internacional da Mostra.

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Responsável pela eleição dos vencedores entre os finalistas eleitos pelo público, o Júri Internacional, neste ano, é formado pelo cineasta israelense Eran Riklis, o diretor argentino Diego Lerman, o realizador alemão Henk Handloegten, a apresentadora, atriz e diretora brasileira Marina Person e o produtor português Luís Urbano.

FINALISTAS AOS PRÊMIOS DO JÚRI INTERNACIONAL DA 41ª MOSTRA

A ARTE DE AMAR (Sztuka Kochania), de Maria Sadowska – POLÔNIA

A FLORESTA (Les), de Roman Zhigalov – RÚSSIA

A JORNADA FINAL (Leanders Letzte Reise), de Nick Baker-Monteys – ALEMANHA

ALÉM (Daha), de Onur Saylak – TURQUIA

CUSTÓDIA (Jusqu'à La Garde), de Xavier Legrand – FRANÇA

DEDE (Dede), de Mariam Khatchvani – GEÓRGIA / CATAR / IRLANDA / HOLANDA / CROÁCIA

DJANGO (Django), de Etienne Comar – FRANÇA

MEU TIO E O JOELHO DE PORCO (Meu Tio e o Joelho de Porco), de Rafael Terpins – BRASIL

MULHERES DIVINAS (Die Göttliche Ordnung), de Petra Volpe – SUÍÇA

O BEIJO NO ASFALTO (O Beijo no Asfalto), de Murilo Benício – BRASIL

O PACTO DE ADRIANA (El Pacto de Adriana), de Lissette Orozco – CHILE

O ÚLTIMO TRAJE (El Último Traje), de Pablo Solarz – ESPANHA / ARGENTINA

OH LUCY! (Oh Lucy!), de Atsuko Hirayanagi – JAPÃO / EUA

SEM DATA, SEM ASSINATURA (Bedoune Tarikh, Bedoune Emza), de Vahid Jalilvand – IRÃ

JÚRI INTERNACIONAL DA 41ª MOSTRA (as informações são da produção):

Diego Lerman

Nasceu na Argentina em 1976. Estudou design de imagem e som na Universidade de Buenos Aires e dramaturgia na Escola Metropolitana de Arte Dramática, também em Buenos Aires. Em 2002, dirigiu, escreveu e produziu seu primeiro longa-metragem, Tan de Repente, ganhador do Leopardo de Prata no Festival de Locarno. Mais tarde, assinou a direção dos longas Mientras Tanto (2006), O Olhar Invisível (2010, 34ª Mostra) e Refugiado (2014). Seu trabalho mais recente, Uma Espécie de Família (2017), vencedor do Prêmio do Júri de melhor roteiro no Festival de San Sebastián, será apresentado na 41ª Mostra. Lerman ainda é sócio-fundador da produtora Campo Cine e também atua como diretor de teatro e televisão.

Eran Riklis

Nasceu em Israel em 1954. Trabalha como diretor, roteirista e produtor. Formou-se pela Escola Nacional de Cinema Beaconsfield, na Inglaterra, em 1982. No ano de 1984, dirigiu seu primeiro longa-metragem, On a Clear Day You Can See Damascus. Também fazem parte de sua filmografia Final de Copa (1991), Zohar Blues do Mediterrâneo (1993), Cruzamento Vulcan (1999) e Os Árabes Também Dançam (2014), todos exibidos na Mostra. Venceu o Prêmio do Público no Festival de Locarno com os longas A Noiva Síria (2004, 28ª Mostra) e A Missão do Gerente de Recursos Humanos (2010). Lemon Tree (2008) também foi premiado pelo público nos festivais de Berlim e San Sebastián. Seu filme Abrigo (2017) será exibido na 41ª Mostra.

Henk Handloegten

Nasceu na Alemanha em 1968, mas passou toda a infância e boa parte da adolescência no exterior. Viveu em várias cidades, como São Paulo, onde morou entre 1974 e 1978. Em 1985, mudou-se para Berlim. Lá, graduou-se pela German Film and Television Academy (dffb). Estreou na direção com o longa Paul Está Morto (2000, 24ª Mostra). Como roteirista, colaborou em filmes como Adeus, Lênin! (2003), de Wolfgang Becker, e Amor em Pensamentos (2004, 28ª Mostra), de Achim von Borries. Dirigiu ainda Aprendendo a Mentir (2003, 27ª Mostra) e Uma Janela para o Verão (2011, 36ª Mostra). Seu mais recente trabalho, Babylon Berlin, será exibido na 41ª Mostra.

Luís Urbano

Nasceu em Portugal em 1968. Estudou economia na Universidade Técnica de Lisboa e começou a carreira com programação de teatro, música, vídeo e cinema. Em 1996, fundou, ao lado de outros nomes, a cooperativa de produção cultural Curtas Metragens, que realiza o festival Curtas Vila do Conde. Em 2005, ingressou na produtora O Som e a Fúria, onde já produziu 22 longas-metragens e 32 curtas de diretores como Lucrecia Martel, F.J. Ossang e Petra Costa. Entre as suas produções estão O Velho do Restelo (2014), de Manoel de Oliveira, As Mil e Uma Noites (2015) e Tabu (2012), de Miguel Gomes, Cartas da Guerra (2016), de Ivo M. Ferreira, John From (2015), de João Nicolau, e A Religiosa Portuguesa (2009), de Eugène Green — todos exibidos na Mostra.

Marina Person

Nasceu em São Paulo em 1969. Diretora, atriz e apresentadora, trabalhou por 18 anos na MTV Brasil e por quatro na TV Cultura. Formou-se em cinema pela USP e em 1996 dirigiu, em parceria com Jorge Espírito Santo, o curta-metragem Almoço Executivo, vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado. Estreou na direção de longas com o documentário Person (2007), sobre seu pai, o cineasta Luiz Sérgio Person (1936-1976). Seu primeiro longa de ficção, Califórnia (2015), ganhou o Prêmio da Juventude de Melhor Filme Brasileiro na 39ª Mostra. Como atriz, participou de filmes como Bens Confiscados (2004, 24ª Mostra), de Carlos Reichenbach, e Canção da Volta (2016, 40ª Mostra), dirigido por Gustavo Rosa de Moura.

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