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Curta ‘Whiplash’ retorna a Sundance para repetir prêmio

Diretor conquista júri e público com nova versão de filme que já levara título no ano passado

O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2014 | 00h57

A emocionante história de um baterista de jazz e sua obcecada busca pela perfeição em Whiplash arrebatou o júri e a crítica da 30.ª edição do Festival de Sundance, levando o grande prêmio no último fim de semana. O título é uma vitória e tanto para o jovem diretor Damien Chazelle, de 28 anos, que ganhou com uma versão menor de Whiplash na categoria melhor curta no ano passado.

“Lembro da minha primeira vez aqui com o curta, e a razão de tê-lo feito foi minha experiência como baterista. Ninguém queria financiar o filme porque, surpreendentemente, ninguém quer fazer uma obra sobre um jazzista”, divertiu-se Chazelle.

O filme foi arrematado pela Sony Pictures Classics por US$ 3 milhões e pode seguir o caminho de Inverno da Alma (2010) e Indomável Sonhadora (2012), que venceram o grande prêmio e, depois foram indicados ao Oscar.

O documentário vitorioso é Rich Hill, que explora a vida de três adolescentes, na homônima cidade rural do Missouri, que tentam superar a pobreza. Já o escolhido do público foca como a música afeta a vida de pacientes idosos que sofrem de Alzheimer, Alive Inside: A Story of Music & Memory.

O chileno Matar a un Hombre foi o escolhido pelos jurados como o melhor drama realizado fora dos EUA. O filme de Alejandro Fernández Almendras, que também assina o roteiro, explora as tensões insustentáveis que surgem entre um delinquente e seu vizinho, um trabalhador humilde e honrado, após o sequestro de seu filho. Daniel Candia, Daniel Antivilo, Alejandra Yáñez y Ariel Mateluna encabeçam o elenco do longa, uma coprodução chileno-francesa.

Os documentários estrangeiros vencedores foram Return to Homs, coprodução entre Síria e Alemanha, vencedor do prêmio do júri, e The Green Prince, da Alemanha, Israel e Reino Unido), que conquistou o do público.

O público também recompensou com o título de melhor drama internacional o etíope Difret.

Os prêmios de melhor direção foram para Cutter Hodierne, de Fishing Without Nets, e Ben Cortner e Ryan White, de The Case Against 8, nas categorias drama e documentário norte-americano, assim como Sophie Hyde (52 Tuesdays) e Iain Forysth e Jane Pollard (20.000 Days on Earth) em drama e documentário estrangeiro. O festival que começou em 16 de janeiro exibiu 121 filmes de 37 países, dos quais 35 estavam em competição.

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