Curta brasileiro 'Areia' abre Semana da Crítica de Cannes

Amor, a memória e o espaço são três dos componentes essenciais do projeto do diretor Caetano Gotardo

Efe,

08 de maio de 2016 | 10h30

O amor, a memória e o espaço são três dos componentes essenciais de Areia, curta-metragem do diretor brasileiro Caetano Gotardo, que abriu na quinta-feira, 15, em Cannes o festival paralelo Semana da Crítica.   Veja também: Veja galeria de fotos do dia-a-dia do Festival  Acompanhe a cobertura no blog do Merten   Teste seus conhecimentos sobre o Festival de Cannes    "É um filme sobre uma situação muito simples. Ele reúne uma mulher e um menino em uma praia", e esta situação é como uma forma de concretizar uma memória, disse o cineasta à agência de notícias Efe. Gotardo acrescentou que a protagonista, a mulher, "revive a memória".   Muito interessado no tema, sobre o qual "tenta trabalhar há muito tempo", o diretor afirmou que acredita que há uma relação muito forte entre a memória e a natureza do filme, porque "as imagens, de alguma maneira, ficam guardadas" nele.   Existe uma relação entre "as imagens da memória, que se constroem e reconstroem em nossa mente" e o cinema, que "sempre foi parte do universo da memória", disse o autor do filme de 35 minutos.   A exibição de sua fita foi seguida em Cannes pelo filme de abertura da Semana, Les Sept Jours, de Ronit e Shlomi Elkabetz.   O jovem diretor acrescentou que ver seu trabalho selecionado em Cannes "foi uma grande surpresa". Ele só foi comunicado dois dias antes do anúncio oficial à imprensa, e normalmente os organizadores do evento avisam uma semana antes. "Eu já tinha desistido", disse.   Caetano Gotardo citou todos os filmes brasileiros que estão na mostra, desde Blindness, de Fernando Meirelles, a Walter Salles, com Linha de Passe, junto com Daniela Thomas.   Além disso, lembrou que, na seção oficial Un Certain Regard (Um Certo Olhar) está A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele, e quatro curtas em outras seções, um na Cinéfondation, outro fora da seção oficial do festival; dois na Semana e um na Quinzena dos Produtores, a outra seção paralela.   Isto "é muito importante", porque os cineastas brasileiros vêm este ano a Cannes "como parte de uma cinematografia", não é só um filme solto; "é como um grupo que vem". O diretor afirmou que espera conhecer os membros deste grupo, contudo, não sabe se isso será possível, comentou.

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