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'Cruella', filme com Emma Stone, mostra o nascimento de uma vilã 

'Cruella faz coisas condenáveis, mas eu meio que prefiro ela', afirma a protagonista do filme que estreia dia 28; veja trailer

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão 

15 de maio de 2021 | 16h55

Todo vilão vem de algum lugar. Cruella, dirigido por Craig Gillespie (Eu, Tonya) e que estreia no dia 28 nos cinemas e no Disney+, com Premier Access e pagamento adicional, mostra como a personagem chegou ao ponto de querer matar dálmatas para fazer um casaco de pele, tanto na animação A Guerra dos Dálmatas (1961) quanto no live action 101 Dálmatas - O Filme (1996), estrelado por Glenn Close. “Tentamos não ser muito preto ou branco - sem querer fazer piada com o cabelo bicolor de Cruella -, mas procuramos as áreas cinzentas”, disse o diretor em entrevista à imprensa neste sábado, 15, por videoconferência. “Queríamos que o público tivesse alguma empatia com ela e, claro, que fosse um filme divertido.”

Antes de Cruella, há Estella (Tipper Seifert-Cleveland na infância). Levada, sempre teve dificuldade de se encaixar, por causa do seu temperamento volátil. Sua mãe, Catherine (Emily Beecham), tenta contornar a situação com amor. Mas, depois de um acidente, Estella se vê sozinha nas ruas de Londres, sendo “adotada” pelos também órfãos Jasper (Ziggy Gardner) e Horace (Joseph MacDonald). Eles crescem juntos, sobrevivendo batendo carteiras. Já crescidos (e agora interpretados por Emma Stone, Joel Fry e Paul Walter Hauser), os três fazem roubos cada vez mais elaborados. Estella consegue um emprego na loja de seus sonhos, a Liberty, e chama a atenção da Baronesa (Emma Thompson), a maior designer de moda da época, depois de fazer uma vitrine bem no espírito punk da Londres dos anos 1970 numa noite de bebedeira. Mas após uma descoberta sobre seu passado, Estella assume a persona de Cruella, fazendo apresentações de moda cada vez mais bombásticas, que contrastam com o espírito clássico da Baronesa.

A moda, como se vê, está no centro do embate entre Estella/Cruella e a Baronesa. “Há um arco muito definido para Estella. Nós vemos sua transformação pelas roupas”, disse a figurinista Jenny Beavan. “Nós nos inspiramos no punk, em Vivienne Westwood, Alexander McQueen, John Galliano. A Baronesa é uma excelente designer, mas é mais clássica.” Sua base é mais Dior, Balenciaga, Givenchy. Para Emma Thompson, foi um grande desafio usar aquelas roupas. “Eu precisava de uma equipe para fazer xixi”, disse a atriz, brincalhona. “Os sapatos e as perucas também eram complicados, ainda mais para alguém que não usa nada mais alto do que chinelo de dedo.”

E quem Emma Stone prefere, Estella ou Cruella? “É difícil porque a Cruella faz algumas coisas bem questionáveis. A Estella é doce, mas ainda não se encontrou. E a Cruella diz: 'esta aqui sou eu'. Ela se aceita completamente”, disse a atriz. “Cruella faz coisas condenáveis, mas eu meio que prefiro ela!” 


 

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