Crowe avalia vida e morte em "Elizabethtown"

Em Elizabethtown, muitas coisas loucas acontecem. A maioria delas nunca acontecerá com você, mas algumas poderiam, e este é o gancho no novo filme de Cameron Crowe, que foi exibido para o público hoje no Festival de Veneza.Começando com a própria Elizabethtown, Kentucky, um lugar real na região entre Louisville, no Kentucky, e Nashville, noTennessee, o filme é cheio de experiências reais: morte súbita, fracasso profissional, namoradas que dispensam homens, homens que dispensam suas namoradas, pessoas que percebem, depois da morte de seus entes queridos, que nunca os conheceram de verdade. Elizabethtown foi exibido hoje, fora de competição. O festival começou com uma série de diretores - George Clooney,Ang Lee e Steven Soderbergh entre eles - negando que seus filmes tivessem sido feitos para dar mensagens políticas.Diretor de Jerry Maguire, Quase Famosos e Vanilla Sky, Crowe aproveitou a ocasião para proclamar entusiasticamente que o filme dele era uma mensagem para todos nós. Elizabethtown é sobre a "obsessão e o fracasso que vemos na América", disse o diretor aos jornalistas.No filme, você pode ver a personagem de Kirsten Dunst, Claire, uma incrivelmente alegre comissária de bordo, dar a mesma mensagem. Mas Kirsten é tão charmosa e seu parceiro, interpretado por Orlando Bloom, tão cativante, e o roteiro tão diferentemente divertido que os espectadores ainda se divertem apesar da receita de felicidade enquanto se busca a si mesmo.O britânico Bloom, cujos créditos anteriores incluem O Senhor dos Anéis e Tróia, foi ótimo no desafio de absorver o sotaque e os tiques dos americanos que saem de carreiras na costa oeste para o coração da América.Bloom interpreta Drew, cujo pai morre durante uma visita à família no Kentucky. Drew ainda está absorvendo a notícia de que o incrível e perfeito sapato no qual ele gastou oito anos trabalhando para uma empresa onde ele era considerado um sucesso tem um defeito que custou à empresa US$ 1 bilhão. A mãe dele o manda para Elizabethtown para cuidar dos restos de seu pai e a redescoberta dele mesmo começa. Os criadores do longa reuniram um elenco de extras cujos rostos poderiam ser de pessoas que conhecemos. Susan Sarandon interpreta a mãe de Drew, uma viúva que pensa que precisa renascer, e que rouba a cena no filme ao falar sobre o marido.Nenhum filme deste tipo seria completo sem uma viagem e a metamorfose de Drew acontece enquanto ele dirige pelo país, parando em atrações turísticas e monumentos reais, inclusive o memorial de Oklahoma City às vítimas das bombas de 1995.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2005 | 23h19

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