Rene Macura/AP
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'Crocodilo Dundee' é autorizado a deixar Austrália e voltar aos EUA

Paul Hogan deve milhões de dólares em impostos à receita australiana

EFE

03 de setembro de 2010 | 15h16

O ator australiano Paul Hogan, que ficou famoso pela saga "Crocodilo Dundee", chegou a um acordo com o fisco da Austrália para poder retornar aos Estados Unidos, informou seu advogado nesta sexta-feira.

 

Os serviços da receita australiana exigem do ator o pagamento de vários milhões de dólares (nenhuma das partes confirmou a quantia exata), enquanto o ator, de 70 anos, reafirma inocência e assegura que não tem nem 10% do valor pedido.

 

O advogado, Andrew Robinson, disse que, após uma reunião "cordial", o Escritório Australiano de Impostos permitirá que o ator a sua casa, no estado americano da Califórnia, apesar de a disputa sobre os impostos ainda não ter sido resolvida.

 

Hogan chegou no último dia 20 a Sydney para participar do funeral de sua mãe, e seis dias depois tentou embarcar para retornar aos EUA, mas foi impedido pela Fazenda australiana, que conseguiu uma ordem que o impedia de deixar o país antes de pagar os impostos.

 

A imprensa australiana calcula que a quantia exigida pelo fisco pode chegar a 150 milhões de dólares australianos (US$ 133,1 milhões) por um período de sete anos.

 

Há três anos, Hogan vendeu todas suas propriedades na Austrália e foi viver na cidade de Santa Bárbara, na Califórnia, onde mora com sua esposa Linda Kozlowski, com quem contracenou na saga de "Crocodilo Dundee", e o filho do casal.

 

Em 2006, as autoridades australianas começaram a investigar ao ator e diretor australiano depois de detectar que vários pagamentos pelos filmes sobre o caçador de crocodilos foram realizados através de sociedades no Chile e nas Antilhas Holandesas, no Caribe, para fugir do pagamento de impostos.

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