Lucas Jackson/ Reuters
Lucas Jackson/ Reuters

Favoritos ao Oscar 2020: veja apostas dos críticos do 'Estado'

Luiz Carlos Merten e Luiz Zanin Oricchio revelam as suas previsões e dizem quem deve ganhar e quem eles gostariam que ganhasse as principais categorias da maior premiação do cinema; veja vídeo

Luiz Carlos Merten e Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 06h00
Atualizado 07 de fevereiro de 2020 | 20h28

A cerimônia do Oscar 2020 ocorre no próximo domingo, 9. Na ocasião serão revelados os principais destaques da indústria do cinema de Hollywood. Neste ano, um os favoritos é o filme Coringa, de Todd Phillips, que conquistou o maior número de nomeações e disputa 11 categorias. Dirigidas por brasileiros, as produções da Netflix Democracia em Vertigem, de Petra Costa, e Dois Papas, de Fernando Meirelles, também estão na disputa. Confira a lista completa.

Enquanto a festa do cinema não chega, os fãs arriscam seus palpites. Pedimos aos críticos de cinema do Estado, Luiz Carlos Merten e Luiz Zanin Oricchio para revelar quais são suas apostas para o Oscar 2020. Confira abaixo quem eles acham que vão ganhar nas principais categorias da premiação e quem eles gostariam que ganhasse. Confira:

Favoritos a Melhor Filme

  • Quem deve ganhar?

Zanin: 1917. O filme venceu em algumas das  premiações consideradas prévias do Oscar, como Globo de Ouro, Sindicato dos Produtores e Bafta. De fato, este drama sobre a 1ª Guerra Mundial é uma proeza técnica, simulando ter sido filmado em plano único e possui qualidades artísticas suficientes para vencer na principal categoria sem despertar objeções.

Merten: 1917.

  • Quem eu gostaria que ganhasse?

Zanin: Parasita. O longa do coreano Bong Joon-Ho é o mais original da competição. Mostra como uma família pobre infiltra-se na casa de uma família rica e as consequências desse ato. A questão da desigualdade social está na linha de frente de preocupação das sociedades mais desenvolvidas, embora não sensibilize em nada os governantes brasileiros. Essa alegoria vida social da Coreia do Sul é a que melhor trabalha artisticamente esse impasse contemporâneo. 

Merten: 1917. Pela proeza técnica, pela humanidade, não tenho outro candidato. É um dos maiores filmes de guerras do cinema.

Favoritos a Melhor direção

  • Quem deve ganhar?

Zanin: Sam Mendes (1917). A Academia deve reconhecer a proeza técnica realizada pelo diretor britânico. Os desafios para a construção desse filme são impressionantes, pois se trata de um épico de ação envolvente, imersivo e cheio de emoção. Tais apostas, quando bem sucedidas, costumam ser recompensadas pelos colegas. 

Merten: Sam Mendes (1917).

  • Quem eu gostaria que ganhasse?

Zanin: Martin Scorsese (O Irlandês). Entre concorrentes fortes (Bong Joon-Ho, Sam Mendes, Todd Phillips e Quentin Tarantino), ainda considero o trabalho de Scorsese o mais consistente. Seu desafio era voltar a um tema já por ele visitado (os pequenos “funcionários” da Máfia) e articulá-lo a um episódio histórico dos Estados Unidos, o desaparecimento do líder sindical Jimmy Hoffa. O resultado é um épico impressionante sobre a presença do mal no mundo, a culpa e o envelhecimento, desenvolvido ao longo de 3h30 de adrenalina pura.

Merten:  Sam Mendes (1917). Criar uma experiência tão intensa, com essa magnitude, é coisa para um grande cineasta, um grande autor. Tem de ser ele.

Favoritos a Melhor Ator

  • Quem deve ganhar?

Zanin: Joaquin Phoenix (Coringa). A interpretação de fato impressionante de Phoenix tem sido premiada por onde passa. Deve repetir a proeza no Oscar e tem méritos para isso.

Merten: Joaquin Phoenix (Coringa).

  • Quem eu gostaria que ganhasse?

Zanin: Antonio Banderas (Dor e Glória). Azarão total, faz o alter ego de Pedro Almodóvar em Dor e Glória. Se a atuação de Joaquin Phoenix é um espetáculo pirotécnico e grandioso, a de Banderas se parece à delicadeza de uma música de câmera. Fico com ele, inclusive porque me emociona mais, além de ser tecnicamente perfeito.

Merten: Joaquin Phoenix (Coringa).

Se Coringa é um grande filme, e é, isso se deve muito à interpretação visceral do ator. Se não for ele, quem? Nem sonhando.

Favoritos a Melhor atriz

Quem deve ganhar?

Zanin: Renée Zellweger (Judy - Muito Além do Arco-íris). É uma proeza interpretativa meter-se na pele da infeliz Judy Garland no final da vida, lamentando a fama perdida, entupindo-se de álcool e pílulas e tentando voltar ao estrelato. Favoritíssima, Renée tem vencido as premiações anteriores. Qualquer outra escolhida será uma zebra total. 

Merten: Renée Zellweger (Judy - Muito Além do Arco-íris)

Quem eu gostaria que ganhasse?

Zanin: Renée Zellweger (Judy - Muito Além do Arco-íris). Renée é mesmo o nome que se impõe nesta categoria. Pode-se gostar, como é meu caso, da interpretação de Scarlett Johansson em História de um Casamento, mas devemos reconhecer que o trabalho de Renée é mesmo irretocável, o mais complicado e forte entre as concorrentes deste ano. 

Merten: Renée Zellweger (Judy - Muito Além do Arco-íris). 

A Judy é um fenômeno de mimetismo, e a Academia adora isso. Às vezes, parece que a gente está revendo a Judy Garland de Na Glória, a Amargura.

Veja o vídeo com as apostas dos críticos do Estadão para o Oscar 2020:

 

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