Daniel Chiacos
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Crítica: filme 'Detetives do Prédio Azul' tem aventura, humor e efeitos - o longa é uma graça

Para realizá-lo, a primeira coisa que o diretor André Pellenz disse que teve de fazer foi esquecer a série.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2017 | 07h00

Ao conversar ontem com o repórter do Estado, André Pellenz, diretor da série do canal Gloob e do filme Detetives do Prédio Azul, confessou que ainda se recupera das emoções do fim de semana. D.P.A. virou ‘uma febre’, como conta Mariana Ximenes na entrevista aqui. O filme teve pré-estreias no sábado e domingo passados, que foram seguidas por Pellenz no Rio. “Fui até me desculpar com o gerente do cinema, porque a garotada de 3 a 12 não viu o filme. Eles vibraram, vivenciaram. Sabe aquilo de aplaudir a derrota dos vilões? O cinema quase veio abaixo. Fiquei muito feliz.”

Nesta quinta, 6, o filme faz sua pré-estreia num grande circuito. A estreia oficial será na semana que vem, mas nessa você já encontrará o filme perto de você. “Serão em torno de 500 salas, não sei dizer o número exato. E, cara, estamos concorrendo com os blockbusters de Hollywood. Nesta quinta entra o novo Carros, Homem-Aranha entrou na semana passada. Os próprios exibidores estão acreditando no potencial do filme.”

Para realizá-lo, a primeira coisa que Pellenz disse que teve de fazer foi esquecer a série. “Na TV, a gente tem o Prédio Azul como um talismã. Tudo fica ali dentro. No filme, tem muito mais aventura. O desafio era esse – ampliar o universo do filme. Botar um pouco de Tintin no Prédio Azul. Todo o episódio do submarino foi feito dentro desse espírito.” E funciona. Num cinema brasileiro que quase não tem mais produção para o público juvenil, Detetives tem ainda mais a cara desse público do que Um Tio Quase Perfeito, com Marcus Majella – que já é bom.

Aventura, humor – efeitos. “O universo da autora (Flávia Lins e Silva) já tem essa coisa de efeitos. Bichos falantes, gente que vira bicho. No cinema, tudo isso fica maior. E eu adorei fazer.” Além do trio atual de protagonistas, voltam os atores que formataram a série na TV. “É uma lembrança de Jornada nas Estrelas, que também teve essa passagem. Gosto disso.” O resultado é muito simpático e divertido, mas o melhor do filme – aí é um adulto falando – é a participação de atrizes como Tamara Taxman, como a síndica, e Suely Franco, a Vó Berta. Suely fez Sítio do Picapau Amarelo, e as pessoas nem lembram disso. “Eu lembro”, diz Pellenz. O filme é a soma de todas essas lembranças. Rostos, aventuras. Boa sessão a todos.

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