Crítica elege "Longe do Paraíso" o melhor de 2002

Longe do Paraíso foi eleito o melhorfilme deste ano pelo Círculo de Críticos de Cinema de Nova York,uma das principais associações de jornalistas de cinema dosEstados Unidos. Na 68ª edição do prêmio, o filme de Todd Haynesganhou cinco categorias, inclusive a de melhor diretor. Aprodução sai na frente em uma das disputas mais imprevisíveis doOscar nos últimos tempos.Os 34 integrantes do grupo também deram o prêmio de melhor atorcoadjuvante para Dennis Quaid e o de melhor atriz coadjuvantepara Patricia Clarkson. A franca favorita ao prêmio de melhoratriz, Julianne Moore, perdeu o prêmio para Diane Lane, deInfidelidade. O de melhor ator ficou com Daniel Day-Lewis,de Gangues de Nova York, que venceu uma disputa acirrada comJack Nicholson, de About Schmidt.Longe do Paraíso é sobre os dramas de uma "perfeita"família de classe média alta de Connecticut nos anos 50. Moorefaz o papel de dona-de-casa cheia de problemas familiares, às voltas com o racismo e o homossexualismo. O filme mereceu também o prêmio de melhor fotografia para Edward Lachman, que recriou com precisão o visual dos filmes daquele período.No fim de semana, críticos de cinema de Los Angeles e Bostonanunciaram suas listas dos melhores filmes de 2002: os primeirosescolheram About Schmidt, de Alexander Payne, como a melhorprodução deste ano, e os outros elegeram O Pianista,de Roman Polanski, sobre o Holocausto. No início do mês, oNational Board of Review indicou outro favorito ao Oscar: TheHours, com três histórias relacionadas à escritora VirginiaWoolf.O Círculo de Críticos de Nova York deu o prêmio de melhor filmeestrangeiro para E Sua Mãe Também, do mexicano AlfonsoCuarón, e o de melhor longa-metragem em desenho animado paraSpirited Away, do japonês Hayao Miyazaki. O prêmio de melhorfilme de um diretor estreante ficou com Roger Dodger, deDylan Kidd. Standing in the Shadows of Motown, de PaulJustman, venceu a categoria de melhor documentário. Oprêmio de melhor roteiro ficou com Adaptação, de CharlieKaufman e Donald Kaufman.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.