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Crítica detona estreia do roqueiro Pete Doherty no cinema

"Não largue seu emprego fixo", foi o conselho curto e grosso dado pelos críticos ao roqueiro Pete Doherty depois de vê-lo atuando em "Confession of a Child of the Century", filme romântico ambientado no século 19 que estreou no festival de Cannes.

MIKE COLLETT-WHITE E CINDY MARTIN, REUTERS

22 de maio de 2012 | 17h13

Baseado no romance autobiográfico de Alfred de Musset sobre seu relacionamento com a escritora George Sand, "Confession" tem como protagonista um parisiense de vida devassa, algo que lembra a história, embalada por álcool e drogas, do vocalista das bandas Babyshambles e Libertines.

Doherty costuma aparecer nos tabloides britânicos por causa de seus problemas com a lei e da sua tumultuada relação com a modelo Kate Moss.

A diretora Sylvie Verheyde tinha essas semelhanças em mente ao escalar Doherty para o papel central do filme falado em inglês. Ele contracena com a atriz francesa Charlotte Gainsbourg.

Doherty, que aparece no filme de cartola, fraque e bengala, disse que não hesitou em aceitar a experiência.

"Não dava para não fazer, mesmo", disse ele à Reuters em Cannes. "As coisas aparecem na vida, onde há uma certa melodia, ou uma certa pessoa, e não dá para não se envolver porque você se arrepende, vai lamentar, e ficaria realmente enciumado se outro fizesse."

Mas a maioria dos críticos que viu o filme, selecionado para a seção Um Certo Olhar, discorda de Doherty.

"Com base na sua atuação de estreia ... o vocalista do Libertines e Babyshambles não deveria nem pensar em largar seu emprego fixo", escreveu Megan Lehmann na publicação Hollywood Reporter, dizendo que a culpa é também da diretora.

Baz Bamigboye, do Daily Mail, disse que Doherty, que já foi apanhado por possuir cocaína, "agora o foi no Festival de Cinema de Cannes por não possuir nenhum talento como ator".

Boyd van Hoeij, da Variety, disse que a dupla de protagonistas demonstra em cena "toda a química de dois filés de peixe congelados, com falas à altura".

Exceção, Geoffrey Macnab, do Independent, deu três estrelas ao filme (de um máximo de cinco) e disse que Doherty "está interpretando uma versão de si mesmo no século 19, e faz isso muito bem. Ele é contido, mordaz, mas tem uma vulnerabilidade que o impede de parecer detestável (demais). Os problemas desse filme desigual não são culpa sua".

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