Robyn Beck/AFP
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Criadores do primeiro 'Star Wars' relembram desafios dos efeitos especiais

Equipe do clássico falou sobre as dificuldades para levar às telonas as ideias de George Lucas

Redação, AFP

29 de junho de 2019 | 18h40

Lembra da cena do primeiro filme da franquia Star Wars na qual Luke Skywalker falha na primeira tentativa de destruir a Estrela da Morte? E do androide C-3PO perseguindo seu amo pelas escadas de sua casa no deserto do planeta Tatooine?

Claro que não, porque ambas fazem parte das muitas e improvisadas mudanças, por conta de restrições no orçamento, tempo escasso ou limitações tecnológicas, que foram feitas durante a produção do filme que deu origem à série intergalática, criada por George Lucas.

Os criadores dos efeitos visuais da aventura de ficção científica que estreou em 1977, reunidos na quinta-feira na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Beverly Hills, recordaram como levaram para a telona as ideias do diretor e fizeram uma comparação do trabalho à base de modelos em escala com as ferramentas digitais utilizadas de hoje.

"A tecnologia e as técnicas dos anos 1970 limitaram consideravelmente o modo como os planos foram encenados", disse John Knoll, diretor criativo da Industrial Light and Magic (ILM), a empresa especializada em efeitos especiais, subsidiária da Lucasfilm.

Como exemplo, mencionou o traje de C-3PO, o robô dourado amigo de R2-D2, com o qual o ator Anthony Daniels mal podia se mexer e que obrigou a eliminar cenas nas quais deveria seguir personagens humanos por escadas. Já no filme Rogue One: Uma História Star Wars (2016), a participação de C-3P0 foi completamente gerada por computador.

No clímax do primeiro filme, rebatizado depois como Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, quando Luke destrói a Estrela da Morte, estava prevista uma primeira tentativa fracassada do protagonista.

Mas seguindo os conselhos da editora do filme Marcia Lucas, à época esposa do diretor, a equipe decidiu eliminar completamente essa sequência.

"A ILM ficou feliz por não porque não tinha que fazer a metade das cenas, lembrou Marcia Lucas. "Economizamos um pouco de dinheiro!" / AFP

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