"Corpos Celestes" aposta nas relações interpessoais

O filme é definido pelos diretores, Marcos Jorge e Fernando Severo, como um drama sobre solidão e descobertas pessoais. "O cinema brasileiro ainda está aprendendo a lidar com todos os temas. Hoje, temos desde os longas históricos gigantescos até os minimalistas", diz Jorge, que comemora seu primeiro longa-metragem.Corpos Celestes completou ontem seu 42º e último dia de filmagem, no recém-inaugurado Planetário do Carmo, na Zona Leste de São Paulo. Toda a história se passa no interior do Paraná e Curitiba. É de lá que vêm os diretores, produtores e grande parte do elenco do longa-metragem. Uma das exceções é o carioca Dalton Vigh, que faz seu primeiro trabalho como protagonista. O ator, mais conhecido como o Said de O Clone, é Francisco, astrônomo que passa o tempo filosofando sobre o espaço mas pouco pensa sobre a própria vida.Jorge, que começou a delinear o roteiro quando morava perto do famoso Observatório Brera, de Milão, diz que pretende transmitir uma sensação de inquietação do ser humano em relação ao universo. Ou, em palavras mais simples, questionar pela milésima vez coisas como ´de onde viemos?´ e ´para onde vamos?´.Severo e Jorge apostaram no ator justamente para afastar a timidez do público em relação a diretores menos conhecidos. "Como tínhamos um baixo orçamento e ainda buscávamos apoio, buscamos um ator global para trazer mais visibilidade ao filme", admite Severo. O longa está orçado em R$ 1,5 milhão e contou com 21 locações, incluindo Castro, Piraquara e Araucária, cidades do Paraná. Duas épocas são mostradas: 1970 e 2005. A primeira parte conta a história de Francisco menino, quando ele conhece Richard (o americano Antar Rohit), um piloto americano que trabalha com pulverização aérea. É o gringo quem transmite ao menino o interesse pela astronomia. Já adulto, Francisco trabalha como professor universitário. Com estréia prevista para agosto, Corpos Celestes deve participar do Festival de Gramado

Agencia Estado,

01 de fevereiro de 2006 | 14h53

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