Alex Cruz/EFE
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Coppola: 'Quem controla o mundo tem os artistas trabalhando para ele'

Cineasta da trilogia 'O Poderoso Chefão' participa de conferência no Novo México

EFE,

17 de novembro de 2011 | 10h31

O diretor de cinema americano Francis Ford Coppola disse em um fórum de negócios na Cidade do México que "quem controla o mundo tem os artistas trabalhando para ele". Segundo Coppola, "agora as empresas, que são quem têm o dinheiro, pagam os artistas para que façam anúncios; antes era o Vaticano que contratava os artistas para pintar as catedrais".

O cineasta fez estas declarações durante a conferência nesta quarta-feira, 16, que ofereceu no evento ExpoManagement 2011, um fórum no qual diversas personalidades compartilham ideias, práticas e tendências para o mundo dos negócios.

O diretor da trilogia O Poderoso Chefão é uma das grandes figuras da história do cinema e um empreendedor que concretizou projetos em múltiplas áreas se transformando em proprietário de adegas de vinho, hotéis e restaurantes.

Parte de sua conferência foi dedicada ao confronto que costuma ocorrer no cinema entre o mundo empresarial e o artístico e Coppola destacou que "o truque está em saber quem está no comando e onde está o poder".

"Se quem está no comando é criativo, os artistas têm suas ideias como aval, mas, se é alguém do departamento de vendas, não me sinto seguro", comentou, acrescentando que "sempre" tem conflitos com as pessoas do marketing.

Coppola encorajou os jovens a lutarem para fazerem o que gostam "porque as ideias que agora são rejeitadas serão as mesmas pelas quais depois lhes darão um prêmio".

Em seu caso particular, disse que ele agora se encontra fora da indústria e faz filmes "pessoais, pequenos e de pouca bilheteria".

"Nunca pretendi ser um grande diretor, via os filmes que chegavam do Japão ou Itália, muito pessoais (...) E eu queria fazer filmes que pudesse escrever e que fossem do meu interesse", considerou.

"A arte sempre luta pela verdade e queremos que as pessoas vejam um filme onde possam ver seu papel ou para onde devem ir. A arte nunca deve menosprezar sentimentos ou utilizá-los para ganhar dinheiro", concluiu.

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