Cópia restaurada de "O Ébrio" será exibida amanhã

Uma cena insólita repetiu-seinúmeras vezes nos anos 40, nos cinemas que exibiam O Ébrio,filme de Gilda de Abreu: emocionados com o momento em queVicente Celestino (protagonista do filme) canta a canção-título,os espectadores exigiam que o projecionista repetisse a cena,ameaçando-o com alguns cascudos caso negasse. Um dos maioressucessos da cinematografia brasileira, O Ébrio será exibidoamanhã, às 20 horas, em uma sessão de gala, no SescIpiranga, com uma cópia totalmente restaurada.O trabalho permitirá assistir à obra como há muito nãoera possível, pois as cópias existentes do filme apresentavamaté 25 minutos a menos da metragem original, por causa dadeterioração provocada por constantes exibições. Com isso, anova cópia de O Ébrio torna-se uma autêntica redescoberta epermite constatar a qualidade do trabalho da diretora Gilda deAbreu, à época casada com Vicente Celestino.Realizado em 1946, o filme conta a história de um joveminteriorano, que perde tudo com a morte do pai. Determinado, eleconsegue tornar-se famoso como cantor além de ser um cirurgiãorenomado, até ser traído pela mulher e roubado por um primo, oque o deixa novamente na miséria, agora como um bêbado.Por ser um melodrama rasgado, O Ébrio conquistou oamor de multidões, chegando à incrível marca de 4 milhões deespectadores nos primeiros quatro anos de exibição. Antes daapresentação da nova cópia, às 19 horas, ocorre um encontro coma produtora Alice Gonzaga e a atriz Isabel de Barros, que vãofalar sobre a restauração. E, depois da projeção, às 22 horas,Edu Maia e o Bando da Macambira fazem apresentação de serestas,mantendo o espírito iniciado pelo filme.O Ébrio. Direção de Gilda de Abreu. Brasil, 1946.Duração 126 minutos. Com Vicente Celestino. Sesc Ipiranga. Rua Bom Pastor, 822, tel. 3340-2000. Amanhã, às20 horas. Às 19 horas, encontro com a produtora Alice Gonzaga ea atriz Isabel de Barros.

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