Evelson Freitas/AE
Evelson Freitas/AE

Conpresp decide abrir processo para tombar prédio do Belas Artes

Decisão impede que proprietário faça alterações no imóvel sem autorização do órgão responsável pelo patrimônio da cidade

Kívia Costa - Estadão.com.br,

18 de janeiro de 2011 | 13h46

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) decidiu pela abertura de um processo de tombamento do prédio onde funciona o cinema Belas Artes. A decisão foi tomada em reunião ordinária do órgão, na manhã desta terça-feira, 18.

Por meio de nota, a assessoria do Conpresp informou que nos próximos três meses serão realizados estudos técnicos para decisão quanto ao tombamento definitivo.

Mesmo que aconteça, o tombamento não garante a permanência do cinema em seu tradicional endereço da Rua da Consolação. A medida exige que o proprietário, Flávio Maluf, tenha autorização do Conpresp antes de fazer qualquer alteração no prédio (como pintar sua fachada), mas não impede que ele simplesmente deixe o prédio fechado, por exemplo.

Últimas semanas. A decisão do Conpresp veio após grande mobilização popular e política em torno do caso. Frequentadores do cinema organizaram passeatas e as entidades civis Viva Cultura e a Associação Paulista de Cineastas (Apaci) pediram o tombamento do prédio na semana passada. O mesmo foi feito por personalidades políticas, como o ex-governador José Serra.

Há uma fila de pedidos de tombamentos que esperam um parecer do Conpresp e, normalmente, os pedidos feitos em prol do prédio do cinema demorariam mais para serem votados.

Histórico. O Belas Artes, que está no número 2423 da Rua da Consolação desde 1967, anunciou no início deste mês que fecharia suas portas no próximo dia 27. O dono do cinema, André Sturm, justificou que Flávio Maluf havia pedido o imóvel até o final do mês.

O imóvel abrigaria uma loja que ofereceu pagar pelo aluguel três vezes mais do que os R$60 mil que o cinema vinha pagando.

O Belas Artes ameaça fechar as portas desde o início de 2010, quando perdeu o patrocínio do banco HSBC.

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