Confira uma pequena antologia do noir em DVD

Estréia nesta sexta-feira "Dália Negra", filme de Brian de Palma que é, do enredo ao diretor, uma imersão na grande época do cinema noir. O longa, baseado no livro homônimo de James Ellroy, tem no elenco, entre outros, os atores Scarlett Johansson, Josh Hartnett, Aaron Eckart e Hilary Swank.Confira uma pequena antologia do Noir em DVD:O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, 1941), de John Huston. Warner. Com Humphrey Bogart, Mary Astro, Peter Lorre. É o filme que mais simboliza o noir, baseado em livro de Dashiell Hammett. Bogart é o detetive Sam Spade, durão, que quer descobrir por que todo mundo quer pôr as mãos na estatueta de um pássaro. O filme também é conhecido por outro título, Relíquia Macabra, mas ninguém se refere a ele desse modo.O Segredo Das Jóias (The Asphalt Jungle, 1950), de John Huston. Silver Screen. Com Sterling Hayden, Louis Calhern, Marilyn Monroe. Talvez o mais belo e melancólico dos noir: assaltantes se apoderam de jóias depositadas na caixa de um banco, mas são presos um após o outro. Huston valoriza o caráter humano que existe em qualquer delinqüente e retrata a sociedade honesta de forma impiedosa.Chinatown (idem, 1974), de Roman Polanski. Paramount. Com Jack Nicholson, Faye Dunaway. Noir tardio, porém já clássico, com Nicholson fazendo o papel de detetive e ele próprio se envolvendo pessoalmente na história, como convém ao gênero. Mais uma vez LA é retratada como um templo da corrupção.O Demônio da Noite (He Walked by Night, 1948), de Alfred L. Werker. Aurora DVD. Com Richard Basehart, Scott Brady. Basehart faz um assassino psicótico que mata um policial e é perseguido pela polícia de Los Angeles. O clímax, nos esgotos da cidade, é de antologia. E a locação, óbvio, é cheia de significado.A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958), de Orson Welles. Universal. Com Charlton Heston, Janet Leigh, Akim Tamiroff, Marlene Dietrich. Clássico dos clássicos, abre com o mais famoso plano-seqüência da história do cinema, 8 minutos sem corte que culminam com a explosão de um carro na fronteira do México. Maldade, corrupção e baixos instintos num clima de ambigüidade reforçado pelo próprio Welles, que interpreta o papel do tira corrupto Hank Quinlan.Gilda (idem, 1946), de Charles Vidor. Sony. Com Rita Hayworth, Glenn Ford. Ford faz um jogador que se mete num ménage à trois, envolvendo o dono do cassino e sua mulher, a fatal que dá título ao filme. Nele, uma cena de antologia quando Rita Hayworth canta Put the Blame on Mame enquanto tira suas luvas. É uma das seqüências mais sensuais da história do cinema e, vista objetivamente, não passa de um strip-tease de braços. Mas a objetividade, já se sabe...Corpos Ardentes (Body Heat, 1981), de Lawrence Kasdan. Warner. Com William Hurt, Kathleen Turner. Outro noir temporão, e também cheio de sensualidade sugerida. A cena do encontro entre o advogado Ned Racine (Hurt) e a fatal Kathleen é inesquecível. A história é a de uma mulher que deseja livrar-se do marido e precisa de um trouxa para desincumbir-se da missão. É o melhor Kasdan, que nunca mais acertou a mão do mesmo jeito.Laura (idem, 1944), de Otto Preminger. Fox. Com Gene Tierney, Dana Andrews, Vincent Price. Laura é a bela jovem que aparece assassinada pouco antes do seu casamento com um playboy (Price). A história é contada pelo ponto de vista de um jornalista de pena afiada, Clifton Webb.Los Angeles, Cidade Proibida (L.A. Confidential, 1997), de Curts Hanson. Warner. Com Kevin Spacey, Kim Basinger. Baseado também em James Ellroy, este belo filme de alma noir de Hanson mostra a dupla de policiais Ed Exley (Guy Pearce) e Bud White (Russel Crowe) que ajudam o detetive Jack Vincennes (Spacey) na solução de um crime. No meio da trama, uma misteriosa personagem feminina, Lyn Bracken (Kim Basinger).Os Corruptos (The Big Heat, 1953), de Fritz Lang. Sony. Com Glenn Ford, Gloria Grahame, Lee Marvin. Esse é um clássico: Ford está investigando o possível suicídio de um colega quando recebe ordens de largar o caso. Corrupção, mulheres fatais e trama enroscada, como se deve.A Morte num Beijo (Kiss me Deadly, 1955), de Robert Aldrich (1955), com Ralph Meeker, Albert Dekker. O assassinato de uma bela garota é ponto de partida para o detetive Hammer (Ralph Meeker) seguir uma pista que o leva ao submundo corrupto que governa a cidade. O filme trabalha com a paranóia da guerra fria, intensa naquele momento. É considerado um dos filmes-chave dos anos 50.À Beira do Abismo (The Big Sleep, 1946), de Howard Hawks, com Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Dorothy Malone. Bogart é o detetive Philip Marlowe, criado por Raymond Chandler. Ele tem a missão de vigiar uma garota de boa família metida em más companhias. Resultado: apaixona-se por quem não deve e envolve-se em trama intrincada.

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