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Fabio Motta/AE
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Confete e tapete azul para receber 'Rio'

Elogios e brincadeiras dominaram a coletiva do filme de Carlos Saldanha

Luiz Carlos Merten / RIO,

22 de março de 2011 | 15h43

Jornalistas de todo o mundo estão no Rio para a pré-estreia de... Rio, a nova animação de Carlos Saldanha. O tapete azul – em homenagem a Blu, a arara-azul que é protagonista da história – foi ontem à noite. Até amanhã, os atores e o diretor participam de rodadas de entrevistas. Ontem, o apresentador anunciou que o tempo estava apertado e a coletiva não poderia durar mais do que 30 minutos. Havia 11 pessoas à mesa, incluindo Saldanha, os astros Anne Hathaway, Jamie Foxx. Jesse Eisenberg e Rodrigo Santoro e os músicos Sérgio Mendes, Carlinhos Brown e Will.i.am. Cada um foi solicitado a dar sua impressão sobre o filme (e o Rio, cidade maravilhosa). Foram-se 20 minutos dos 30. Sobrou tempo para três perguntas. Veio gente da Ásia para ficar calado.

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trailer Assista ao trailer de 'Rio'

Mas Anne Hathaway foi gracinha, como se esperava da estrela de O Diário da Princesa e O Diabo Veste Prada. Ela lembrou que, desde o primeiro contato com Saldanha até ontem, passaram-se três anos. “Passei a maior parte desse tempo em estúdios de gravações, mas sempre com a promessa de um dia estar aqui, para a estreia mundial de Rio. Valeu a pena.” Para Saldanha, o prazo foi muito maior – dez anos, desde que ele teve a ideia de homenagear a cidade em que nasceu. O filme estreia dia 8 no Brasil, dia 15 nos EUA. Serão mil salas – um recorde difícil de igualar, que dirá de superar. Saldanha sempre soube que era um desafio colocar o Rio na tela, no formato desenho animado. “O que eu queria captar era a ‘vibe’ da cidade”, ele destacou. Conseguiu. O Rio de Saldanha é uma festa de cores, de sons. Os personagens são basicamente pássaros – um macho de arara-azul que foi parar em Minnesota e, como último de sua espécie, é trazido ao Brasil para fecundar a última fêmea. Ela se chama Jade na versão brasileira e Jewell, na internacional. “Só agora você me informa que tenho outro nome aqui?”, estrilou Anne.

Embora o personagem seja um pássaro brasileiro americanizado, o olhar é estrangeiro. O carnaval, a maior festa do mundo, é a própria vibe carioca. Toda a vibração da cidade passa pela Sapucaí, reconstituída numa cena que é um prodígio de técnica. Um jornalista argentino perguntou se haveria um 2 e, neste caso, se outra vibe brasileira – o futebol – se faria presente. “Teria de ser um jogo entre Brasil e Argentina, que, para mim, é o clássico dos clássicos”, reconheceu o diretor. Mas Saldanha prefere não arriscar. “Tenho muitos amigos argentinos. Para não ficar mal com ninguém, o resultado seria zero a zero.” Rodrigo Santoro, que participa das duas versões – a original e a dublada, fazendo Túlio, o ornitólogo brasileiro que vai a Minnesota atrás de Blu –, brincou: uniu-se aos talentos internacionais e disse que estava muito feliz de conhecer o Rio. Prometeu voltar mais vezes.

Jamie Foxx, vencedor do Oscar por Ray, tem fama de ser um ‘pegador’. Não pode ver rabo de saia. Depois dos elogios de praxe à cidade, ele reconheceu que a noite havia sido hot (quente). Jesse Eisenberg, que faz a voz de Blu no original, vem de um grande sucesso pessoal como o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, em A Rede Social. “Foi minha primeira animação e muito estimulante trabalhar com um diretor que tem uma pegada autoral como Carlos (Saldanha). É o tipo de cinema que me interessa, o que tem a marca de um autor.”

A trilha é fundamental para vender ao mundo uma certa ideia de Brasil. Carlinhos Brown teceu os maiores elogios a seu mestre, Sérgio Mendes. O próprio Mendes lembrou o começo de sua carreira, nos míticos anos 1960, quando estava surgindo a bossa nova. O clima foi sempre assim, ameno, na mesa. Ao som de MPB, com a batida que encanta o público externo, a coletiva terminou – 30 minutos de confete, que, como todo mundo sabe, faz parte da celebração do carnaval.

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