Paris Filmes
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CCXP 2019: Como ‘Playmobil – O Filme’ difere das aventuras de Lego

Diretor Lino DiSalvo vem ao Brasil para pré-estreia do longa de animação que chega aos cinemas na próxima semana

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2019 | 20h34

Depois de Uma Aventura LEGO chamar a atenção da crítica e do público em 2014 e gerar uma série de continuações, chega agora aos cinemas outra animação com “bonecos” de estilo parecido: Playmobil – O Filme estreia na próxima quinta-feira, 12, mas nesta sexta, 6, é um dos destaques da CCXP 2019.

O longa de animação (e uma parte de live action) tem pré-estreia no festival às 11h, e o diretor Lino DiSalvo participa de um painel com o público em seguida, às 13h.

O diretor de primeira viagem (ele foi o chefe de animação de Enrolados e Frozen, dois sucessos da Disney, empresa onde trabalhou por 17 anos) sabe que as comparações seriam inevitáveis, mas na sua reflexão os dois brinquedos tradicionais – Lego e Playmobil – têm conceitos diferentes na origem.

“Para mim, Lego é sobre construir, montar e deixar na estante”, explica DiSalvo, já em São Paulo para a CCXP. “Playmobil é mais sobre contar histórias. Vejo meus filhos brincando e o que eles fazem é o que os personagens fazem na história: contar histórias.”

Os personagens são Marla (Anya Taylor-Joy, protagonista de A Bruxa, de Robert Eggers) e Charlie (Gabriel Bateman), que por uma série de eventos pouco afortunados acabam transportados para o mundo de Playmobil. Os dois se separam e a irmã mais velha precisa passar por uma aventura em diversos cenários – do velho oeste a uma cidade do futuro, passando pela terra dos dinossauros e pelo morada dos espiões – na busca pelo caçula.

Nas vozes originais, o elenco é estrelado: Jim Gaffigan, Daniel Radcliffe e Meghan Trainor fazem, respectivamente, um motorista de caminhão trambiqueiro, um espião inspirado no 007 de Roger Moore e uma fada-madrinha jovem.

“Ao lidar com um mundo com tamanha tradição (os bonecos de Playmobil existem há 44 anos), sempre é preciso ter cuidado e respeitar o material”, explica o diretor. “Ao mesmo tempo, tive de me manter fiel a mim mesmo e encontrar a verdade naqueles bonecos.” O que, para ele, significou montar uma história em que uma garota retoma a confiança em si mesma.

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