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'Como Nossos Pais' estreia no Festival de Berlim

Filme de Laís Bodanzky mostra "opressão invisível" às mulheres no Berlinale

EFE, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2017 | 15h12

Hoje o Brasil estreia no Berlinale o filme "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky. Uma história que aborda a "opressão invisível" que as mulheres ainda sofrem em uma sociedade que precisa de reformular estruturas familiares desatualizadas para se adaptar aos novos tempos.

A diretora aborda com naturalidade o dia a dia de três gerações em São Paulo através de paixões individuais e mentiras existenciais centrada na história de Rosa. "A questão da mulher na sociedade é um tema invisível", Bodanzky disse em uma entrevista coletiva, acrescentando que rodar o filme sobre a questão foi um desejo pessoal.

A diretora não tinha a intenção de fazer um filme feminista, mas mostrar a posição das mulheres em relação aos outros, disse.

"Como Nossos Pais" não é só sobre a mulher moderna, mas também lança dúvidas sobre as estruturas familiares desatualizadas que não correspondem à realidade, mas são herdadas e passam para as próximas gerações", contou a diretora.

O filme é estrelado por Rosa, interpretada por Maria Ribeiro e mostra uma mulher que beira os quarenta anos, é filha de pais

divorciados, que além de trabalhar se ocupa praticamente sozinha das duas filhas, porque os pequenos projetos do marido são pouco lucrativos. Rosa decide fugir de suas tarefas diárias e prosseguir a sua vocação como dramaturga, quando sua mãe revela um grande segredo. 

Para Ribeiro, o papel das mulheres é cultural, eles são educadas para cuidar dos outros, e isso é universal. A vida, de acordo com a atriz, compreende uma primeira e uma segunda parte, como o futebol, e a segunda parte começa nos quarenta anos, quando a mulher deseja mudar sua vida. 

A  diretora usou a apresentação do filme para fazer um apelo às mulheres na Berlinale que tomaram as ruas para protestar contra o novo presidente dos EUA  Donald Trump. "Temos que lutar Trump, especialmente as mulheres. Temos uma voz e essas manifestações têm se demonstrado publicamente."

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