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EFE
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Como esperado, Oscar coroa '12 Anos de Escravidão'

Seria insultoso se o filme de Steve McQueen não vencesse

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2014 | 02h20

Atualizado às 11h37.

E, afinal, ficou tudo dentro do script no Oscar 2014. Alfonso Cuarón e Steve McQueen dividiram os prêmios de direção, por Gravidade, e filme, por 12 Anos de Escravidão. Cate Blanchett foi melhor atriz, por Blue Jasmine; Matthew McConaughey, melhor ator, por Clube de Compras Dallas.

Foi um ano em que adivinhar quais seriam os vencedores não era exatamente um desafio, bastava seguir os indicadores. E embora essa divisão filme/diretor não seja nunca ideal, o prêmio de direção consagra o que Gravidade tem de melhor. Da mesma forma, seria insultoso se um filme como 12 Anos não ganhasse. Nunca houve um filme sobre escravidão como este. Baseado na historia real, e documentada, de Salomon Northup, Steve McQueen avança em relação a outros filmes que, nos últimos anos, têm feito a revisão de um dos períodos mais obscuros e conturbados da história dos EUA.

O longa-metragem também deixa sua marca por ser o primeiro filme de um diretor negro a ganhar o prêmio máximo da indústria cinematográfica.

McQueen, no seu agradecimento, disse que a escravidão não é só uma chaga histórica. Em 2014, milhões de pessoas seguem em regime de servidão em todo o mundo. Algunsa críticos já caíram matando em 12 Anos porque seria 'acadêmico'. Pictoricamente, McQueen, um artista visual, e seu fotógrafo inspiraram-se nos claros e escuros de Rembrandt. Um academicismo assim cai muito bem.

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