Guillaume Horcajuelo/ EFE
Guillaume Horcajuelo/ EFE

Comédia de Woody Allen leva risos e aplausos à abertura de Cannes

'Meia-noite em Paris' alegra público e crítica e inauguram festival nesta quarta-feira

MIKE COLLETT-WHITE E NICK VINOCUR, REUTERS

11 de maio de 2011 | 12h08

Woody Allen alegrou o público na abertura do Festival de Cinema de Cannes, nesta quarta-feira, com Meia-Noite em Paris, filme em que Owen Wilson viaja ao passado e tem encontros com luminares como Ernest Hemingway e Pablo Picasso.

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A crítica especializada de Cannes, famosa por ser difícil de agradar, riu e aplaudiu durante a exibição do filme, que deu início a 11 dias de tapetes vermelhos, entrevistas à imprensa, passeios em iates de luxo e festas noturnas no glamuroso balneário da Riviera francesa.

Em Meia-Noite em Paris, Allen, favorito de Cannes, explora a ideia de que os tempos passados eram melhores que o presente, de modo que o personagem Gil (Owens) anseia pela Paris dos anos 1920, enquanto o pintor Paul Gauguin tem vontade de voltar para a Renascença.

O diretor de 75 anos, premiado com o Oscar, fez de tudo para arrancar risos do público, transportando Gil, roteirista de Hollywood, para uma Paris povoada por Hemingway, Gertrude Stein, Luis Buñuel, Salvador Dali e outros grandes nomes artísticos que ele sempre admirou. 

Em dado momento, Gil topa com Buñuel e sugere que ele faça um filme sobre um jantar do qual os convidados não consigam fugir - uma referência clara a O Anjo Exterminador (1961), do cineasta espanhol.

A mudança dramática de cenário lança uma sombra sobre a vida de Gil no século 21, onde sua noiva (Rachel McAdams) se irrita com seu comportamento cada vez mais idiossincrático e tem um caso com um intelectual pernóstico, Paul.

"Vocês sabem que a ideia de que viver em outra época seria melhor é uma armadilha enorme", disse Allen a jornalistas.

"Todo mundo quer fugir de viver nos tempos atuais, porque a vida é repleta de oposições. Mas, quando você pensa no passado, pensa nas coisas boas. Eu não voltaria atrás para nenhum tempo senão o atual."

A primeira-dama francesa, Carla Bruni, fez uma ponta em três cenas do filme, no papel de guia de museu nos tempos atuais, mas cancelou "por razões pessoais" seu comparecimento previsto a Cannes, alimentando rumores na imprensa francesa de que estaria grávida.

Allen disse que conheceu Bruni quando foi convidado para um café da manhã com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e imediatamente a convidou a integrar seu elenco em um papel pequeno.

"Ela disse que gostaria de estar em um de meus filmes porque gostaria de um dia dizer a seus netos que esteve no filme", disse Allen. "Ela chegou e representou seu papel com muita graça e perfeição."

Angelina Jolie, Brad Pitt, Sean Penn, Penélope Cruz, Robert De Niro, Mel Gibson e Johnny Depp devem percorrer o tapete vermelho de Cannes, assegurando interesse enorme da mídia e a presença de multidões de fãs ansiosos por vislumbrar seus ídolos do cinema.

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