Começa o festival infantil de Carla Camurati

O 3.º Festival Internacional de Cinema Infantil, com curadoria da diretora e atriz Carla Camurati começa hoje em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, em salas da rede Cinemark. O certame já realizado no Rio deve reunir 150 mil pessoas nas cidades onde passa, para assistir a produções que, de outra forma, dificilmente chegariam ao País. São filmes alemães, escandinavos, franceses e co-produções, a maioria da Europa, que Carla e Carla Esmeralda, vão recolhendo ao longo do ano em mostras internacionais."Em muitos países, parte da produção, obrigatoriamente, é infantil. Em outros, como a Alemanha, os atores são tão populares quanto os dos filmes para adultos, diz Carla Camurati.Este ano, a programação atende à família toda. Um exemplo é Bibi, a Bruxinha, produção alemã de Hermine Huntgeburth, contando as peripécias de uma menina que exerce seus poderes mágicos antes de ter controle sobre eles. Além dele só há outro filme com atores, O Homem Pelicano, co-produção da Finlândia e Suécia, dirigida por Lisa Helminnen. Os países escandinavos são os que mais mandam filmes para o festival, desde a primeira edição em 2003. "Lá, 25% da produção é infantil por lei", explica Carla Esmeralda.Da Rússia veio O Pequeno Narigudo, de Ilya Maximov, uma espécie de Patinho Feio, com jeito de Disney. Pinochio 3000, de Daniel Robichaud, é co-produção da França, Espanha e Canadá, contando uma versão meio blade runner do boneco de madeira italiano. A Dinamarca comparece com Circolina e a Grande Ratinha, de Jannik Hastrup. Ele fez enorme sucesso no ano passado com O Menino Que Queria ser Urso e esteve no Rio esta semana ensinando seu ofício a crianças e fará o mesmo durante o festival, em São Paulo. Da França vem também O Rei e o Pássaro, de Paul Grimault, enquanto a Espanha é representada por Sonho de Uma Noite de São João, de Angel de la Cruz e Manolo Gómez. "Todos os filmes são precedidos pelo curta de animação A Velha a Fiar, produzido pelas oficinas infantis no ano passado, com base no filme de Humberto Mauro", avisa Carla Camurati. Entre os nacionais estão O Curupira, O Boto e Iara da produtora da prefeitura carioca MultiRio; Çuikíri foi realizado por crianças indígenas do Amazonas, enquanto Por Que o Canguru Salta em Duas Patas e Como Surgiu a Noite são do animador campineiro Andrés Lieban. E ainda Amor de Índio, de Rui de Oliveira. Há também três longas nacionais, na mostra Pré-Estréia Brasil, O Amigo Invisível, de Maria Letícia, A Oitava Cor do Arco-Íris, de Amauri Tangará, e No Meio da Rua, de Antônio Carlos Fontoura, escolhido pelo público como melhor filme na Mostra de Cinema de Tiradentes, no início do ano. O festival vai até 2 de outubro e recomeça, em Belo Horizonte, no dia 7 desse mês. Depois vai para Aracajú, Curitiba e Distrito Federal (Brasília e Taguatinga). 3.° Festival Internacional de Cinema Infantil. Market Place. Av. Dr. Chucri Zaidan, 920/2.° andar, 3048-7400, Vila Cordeiro. R$ 11 a R$ 16. Metrô Santa Cruz. R. Domingos de Moraes, 2.564/3.° piso, 3471-8066, Vila Mariana. R$ 11 a R$ 15. www.festivaldecinemainfantil.com.br ou www.cinemark.com.br. Até 2/10

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.