Começa festival que dá a volta ao mundo em 430 curtas

O festival de curtas que começa hoje com uma extensa programação que promete discutir, entre outras coisas, relacionamentos em tempo de novas mídias. Até dia 3, serão exibidos cerca de 430 títulos de 55 países em oito salas da cidade, prosseguindo com itinerâncias no Rio, no Recife e em Porto Alegre, Campinas e São Carlos. "Nós tivemos recorde de inscrições e também não ficamos atados ao suporte filme. Algumas das melhores coisas que o público vai ver são em vídeo", diz Francisco César Filho, que assessora a diretora-geral do Festival de Curtas, Zita Carvalhosa. Com patrocínio da Petrobrás, parceira há cinco anos, o 16.º festival vai exibir os curtas premiados no Oscar e nos festivais de Cannes, Berlim, Sundance, Clermont-Ferrand e Oberhausen. A Mostra Internacional destaca a participação africana. A Latina teve recorde de inscrições (154) e vai abrigar 33 filmes de oito países. O Panorama Brasil, o Cinema em Curso e o Curta o Formato, com 111 filmes garimpados entre 300 inscritos, compõem a grande vitrine da produção nacional do ano. E ainda existem várias seções e mostras paralelas. No Foco - Por Um Fio, curtas de dez países vão debater as novas formas de comunicação, desde Querido Telefone, de Peter Greenaway, de 1997, até o brasileiro Compre agora, de Antônio Campos, premiado pela Cinéfondation em Cannes, em maio, sobre uma jovem que vende a virgindade pela internet. Formação do Olhar mostra a produção de vídeo que as oficinas Kinoforum desenvolvem junto a diferentes comunidades do Estado. Você já está acostumado ao Mix Brasil, mas este ano o festival homenageia os 15 anos da Sam Spiegel Film and Television School, de Israel, com uma seleção de títulos feita, entre outros, por Pedro Almodóvar e Hector Babenco. Outra grande homenagem será prestada ao inglês Phil Mulloy, cuja trilogia Intolerância virou cult pela abordagem dos medos que corroem a alma do homem contemporâneo. São tantos filmes que é arriscado tentar apontar os melhores. Não perca, de qualquer maneira, os vencedores de Cannes (Caminhantes, de Igor Strembitsky), Berlim (Leite, de Mackie Burns) e do Oscar (Ryan, de Chris Landreth). Thomas Vinterberg comemora os dez anos do Dogma com o curta O Menino Que Andava para trás; Tudo à Venda, de Andrew Kotatto, traz o ator Hugo Weaving, da trilogia Matrix; e não se pode esquecer outro brasileiro premiado, man.road.river, de Marcellvs L., que venceu Oberhausen. Como também é necessário refletir sobre os filmes, o projeto Crítica Curta vai reunir alunos de oito universidades (e eles editarão um tablóide, no final). O Kino Cabaret, com a cumplicidade de famosos curtas-metragistas canadenses, pretende usar um ambiente de bar para estimular o encontro, o debate e a realização de filmes, dentro do lema ´Faça bem com quase nada e faça agora´.16.º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Centro Cultural São Paulo (110 lug.). R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3277-3611; CineSesc (329 lug.). R. Augusta, 2.075, Cerq. César, 3022-0213; Cinusp (100 lug.). R. do Anfiteatro, 181, Favo 4, Colméia, Cidade Universitária, 3091-3540; Espaço Unibanco 4 (107 lug.). R. Augusta, 1.470, Cerq. César, 3287-5590; Faap (304 lug.). R. Alagoas, 903, 3362-1662; MIS (174 lug. e 70 lug.). Av. Europa, 158, Jd. Europa, 3062-9197; Sala Cinemateca (104 lug.). Lgo. Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, 5084-2177. Grátis. Informações detalhadas no site www.kinoforum.org. Até 3/9

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