Começa disputa para filmar a vida de Benazir Bhutto

Cinema americano e indiano tentam levar para as telas a história da ex-premiê assassinada no Paquistão

Efe,

08 de janeiro de 2015 | 11h26

A vida da ex-primeira ministra paquistanesa Benazir Bhutto, assassinada em 27 de dezembro, deve chegar logo ao cinema. A dúvida é se será pelas mãos de produtores de Hollywood ou de Bollywood, a indústria do cinema da Índia. A produtora paquistanesa Anila Khan anunciou já ter um projeto para filmar a vida de Benazir, com apoio do produtor da meca do cinema indiano, Mahesh Bhatt. Agora, está em busca de permissão da família que, por sua vez, já foi procurada pelo ator e diretor norte-americano Robert Redford. Há informações de que a própria Benazir teria dado permissão a Redford para filmar a história de sua vida.  "O que me importa é que se faça o filme, não interessa pelas mãos de quem. Se Redford for filmá-lo, nos retiramos", disse Anila, que é irmã do secretário pessoal de Benazir.  Benazir Bhutto morreu em um atentado suicida em 27 de dezembro último, na cidade de Rawalpindi, no Paquistão. Aos 26 anos assumiu a liderança do partido político fundado por seu pai, Zulfikar Alí Bhutto, que perdeu o poder e a vida pelas mãos do ditador Zia ul-Haq, em 1979. Em 1988, após ser presa e viver no exílio, Benazir se tornou a primeira mulher a assumir a chefia do governo de um estado islâmico, quando tinha apenas 35 anos e seu filho primogênito recém-nascido. Ela foi primeira ministra por duas vezes e seus governos caíram sob o peso da suspeita de corrupção, o que a levou novamente ao exílio, enquanto seu marido, Asif Ali Zardari, cumpria vários anos de prisão. Benazir voltou em 18 de outubro do ano passado para o Paquistão a fim de obter uma anistia e voltar à disputa pelo comando político de seu país de origem. Ao chegar saiu ilesa de um brutal atentado que matou cerca de 150 pessoas em Karachi, mas não sobreviveu a um novo ataque após um comício em Rawalpindi.

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