Começa a corrida de "Olga" pelo Oscar

Rita Buzzar embarcou hoje para os EUA. Amanhã à noite, a produtora e roteirista acompanha aexibição de Olga no Instituto Simon Wiesenthal, que integra o Museu da Tolerância, em Los Angeles. Rita fará a introdução e participará de um debate. A sala do instituto tem 320 lugares. A expectativa é de que esteja lotada. Mostrar o filme de Jayme Monjardim para a comunidade judaica de Los Angeles faz parte da estratégia para divulgar a candidatura de Olga para o Oscar.Indicado pelo Brasil, o filme concorre com produções de 50 países a uma das cinco vagas, na categoria de melhor filme estrangeiro. Há animação no ar.Ninguém chega ao Oscar sem exposição na mídia. O primeiro desafio dos que pleiteiam a indicação, nessa categoria tão específica, é mobilizar os votantes. Houve uma sessão oficial de Olga no dia 5. Foi seguida de projeções adicionais para atender à demanda dos votantes. O filme foi adotado por um figurão da indústria que ajudou a armar a sessão desta noite.Inútil perguntar quem é. Na distribuidora Lumière, no Rio, a única informação é de que se trata de um produtor (judeu) que já ganhou o prêmio. O primeiro passo de Olga rumo ao Oscar foi conseguir o agente certo para divulgar o filme. Bruno Wainer, diretor-executivo da Lumière, conta que Rita e ele conseguiram chegar simplesmente à melhor. Fredel Pogodin é considerada fera. Fez a divulgação de Amores Brutos, O Crime do Padre Amaro, O Filho da Noiva, Amor à Flor da Pele, Caráter e Em Algum Lugar da África. Teve várias indicações e conseguiu cravar algumas vitórias no Oscar."Fredel diz que não quer perder tempo nem tirar dinheiro dos outros", explica Wainer. Ela só divulga os filmes em que acredita. Fredel gostou de Olga. A campanha inclui anúncios em publicações como Variety e The Hollywood Reporter. Os recursos estão vindo da venda do filme para Alemanha, Israel, Itália, Rússia, Suíça. A Secretaria do Audiovisual e a Cinemateca ajudaram nas cópias. O coquetel desta quinta-feira à noite será pago pelo Itamaraty. "É uma campanha modesta, até porque a Academia estabelece regras para impedir que o poder econômico interfira na escolha", diz Wainer. O problema é que o baratodeles é em dólar. Fica caro em reais. "Não contamos com a indicação, mas torcemos para que aconteça."

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