Com visual inovador, "Sin City" chega ao Brasil

Sin City - A Cidade do Pecado, que estréia hoje, não traz nenhum herói de capa com superpoderes. Baseado na série de mesmo nome do desenhista e roteirista Frank Miller, seus personagens são matadores, prostitutas, mafiosos, políticos e policiais corruptos que dividem a existência sob o céu quase sempre nublado e chuvoso de Basin City. Aceleram carros dos anos 40 e 50 e se divertem em bares de strip tease. Mais noir, impossível. O diretor texano Robert Rodriguez levou tudo isso à tela com fidelidade máxima, quase uma reprodução exata da obra de Miller. Não é à toa que vem sendo aclamado como a melhor adaptação para o cinema de uma história em quadrinhos. Sin City é a obra-prima de Frank Miller. Lançada em 1991 nos Estados Unidos, fisgou o diretor Robert Rodriguez, interessado em fazer um filme noir moderno. O diretor do cult El Mariachi resolveu chamar o próprio Miller para co-dirigir o filme, além do amigo Quentin Tarantino, que dirige uma seqüência (a conversa entre Benício Del Toro e Clive Owen, no carro). Das mais de trinta histórias que compõem a série, Rodriguez escolheu três para o filme: A Cidade do Pecado, A Grande Matança e O Assassino Amarelo (as duas primeiras acabam de ser relançadas no Brasil pela editora Devir; a última saiu pela Pandora Books e está fora de catálogo). Tudo ficou praticamente igual aos quadrinhos, dos diálogos aos cenários. Até os atores foram escolhidos pela semelhança com os personagens. Sin City não segue um roteiro linear. As três histórias são independentes e se cruzam em alguns pontos. A pequena seqüência que abre o filme na verdade é baseada no episódio A Dama de Vermelho. Produzida antes do resto do filme, foi levada por Rodriguez à casa de Miller como forma de convencê-lo a adaptar Sin City para o cinema. Deu certo. Rodriguez só conseguiu produzir sozinho uma parte do filme porque não depende dos grandes estúdios. Munido de câmeras digitais de alta definição, faz tudo em seu rancho localizado no Texas, com toda a tecnologia disponível. A maioria do elenco estelar - Bruce Willis, Jessica Alba, Rutger Hauer, Michael Clarke Duncan - sequer se encontrou. Os cenários foram adicionados digitalmente. O filme custou meros US$ 50 milhões (pouco para uma produção do porte) e não pára por aí. Em 2006 tem Sin City 2.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.