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Com dois Oscars na carreira, o astro Tom Hanks completa 59 anos

Ator tem um novo filme para estrear até o fim de 2015, 'Ponte de Espiões', nova parceria com Steven Spielberg; veja vídeos

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2015 | 14h18

Para celebrar uma data redonda - os 60 anos de Tom Hanks -, seria preciso esperar até 9 de julho de 2016. Mas vale comemorar os 59 anos do astro que nasceu em Concord, na Califórnia, em 1956.

No último encontro com o repórter do Estado - na junket de Capitão Phillips -, Hanks andava preocupado com a saúde. Tão preocupado que chegou a indagar do repórter se andava se cuidando. A própria diabete havia virado motivo de preocupação para ele, mas, pelo visto, deve andar sob controle.

Você já pode conferir na rede o trailer da nova parceria de Hanks com o diretor Steven Spielberg. Ponte de Espiões está programado para estrear mais para o fim do ano. Tem cara de filme de Oscar. Spielberg, Hanks, os irmãos Coen como roteiristas.

Hanks faz o advogado que se envolveu no célebre incidente do U2. Não, nada a ver com a banda. Foi no auge da Guerra Fria que um avião norte-americano foi abatido na fronteira soviética. Um caso de espionagem - e o personagem de Hanks, que defendera um espião russo na 'América', agora faz o caminho inverso e tenta negociar a libertação do norte-americano.

O longa ainda nem estreou e Hanks conclui outro filme destinado a virar megassucesso - Inferno, de Ron Howard, baseado no best seller de Dan Brown.

Pela terceira vez ele volta ao papel do cientista Robert Langdon, agora tentando decifrar os signos de uma conspiração que ameaça destruir a cristandade (e o mundo) a partir dos subterrâneos de Florença.

Dois Tom Hanks a caminho e hoje a data não vai passar em branco. Coincidência ou não, o canal FX, da TV paga, programou O Resgate do Soldado Ryan. Foi sua primeira parceria com Spielberg, em 1998. Depois, fizeram Prenda-Me Se For Capaz e a série de TV Band of Brothers.

Samuel Fuller, que fez filmes viscerais de guerra, dizia que era impossível filmar o desembarque dos aliados na Normandia porque não dava para rodar de forma decente os quilômetros de intestinos que os mortos nos tiroteios e explosões deixaram espalhados nas praias da região.

No começo dos anos 1960, o produtor Darryl Zanuck fez uma versão boa com o docudrama O Mais Longo dos Dias, mas foi preciso esperar por Spielberg, mais de 30 anos depois, para que o horror da carnificina ganhasse a tela.

Os primeiros 24 minutos de Soldado Ryan não são só uma recriação perfeita e assustadora da guerra. Para ter mais realismo que aquilo, só estando dentro do combate. Mas Spielberg fez mais - a representação da carnificina humana, da barbárie que os homens, os governos, as nações, conseguem, infligir a outros homens.

Concluído o massacre, começa o drama humano e o pelotão liderado por Tom Hanks vai atravessar as linhas de combate em busca do Soldado Ryan. O alto comando decidiu que ele deve voltar para casa. Seus irmãos morreram nas batalhas e o alto comando faz questão de que ele seja devolvido salvo à mãe, que já deu heróis demais à luta pela democracia e liberdade.

Como epígrafe, Spielberg usa uma frase do Talmud. Uma vida vale todas as outras vidas, porque muitos ainda vão morrer até que a missão seja concluída.

Tom Hanks ganhou duas vezes o Oscar, e não foram por papéis simples. Por Forrest Gump, o contador de histórias de Robert Zemeckis, em 1995, e por Philadelphia, como o aidético que levava a empresa que o demitira ao tribunal e o filme de Jonathan Demme é sobre o advogado, Denzel Washington, que precisa vencer o preconceito para concluir essa outra missão humanitária.

O curioso é que, lá atrás, quando Tom Hanks começou a ganhar seus primeiros papéis importantes, diante de Splash, Uma Sereia em Minha Vida, de Ron Howard, e Big, de Garry Marshall, os críticos o viam como comediante e diziam que nascera um novo, um jovem Cary Grant.

O comediante virou ator dramático (grande) e nunca deixou de surpreender com a diversidade de suas escolhas. Dublou animações (Toy Story), viajou no espaço (Apollo 13, do amigo Ron Howard), fez comédia romântica com Meg Ryan (Sintonia de Amor, de Nora Ephron) e, como náufrago, no filme de mesmo nome de outro amigo, Zemeckis, contracenou com uma bola. Tom Hanks tudo pode, e nunca é menos que convincente.

Ele foi até Walt Disney - nos bastidores de Mary Poppins. Como diretor fez The Wonders, modesto mais simpático; produziu e dirigiu um episódio de Band of Brothers; e outro longa, Larry Crowne. E hoje faz 59 anos. Que se cuide da diabete para prosseguir por mais pelo menos 30 anos de bons filmes.

  

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