El Campo Cine, Laura Cine, Prodigo Films
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Com Andréa Beltrão e Marco Ricca, filme argentino debate convenções sociais

'Sueño Florianópolis', de Ana Katz, tem coprodução brasileira

Gustavo Monge, EFE

06 Julho 2018 | 17h30

KARLOVY VARY, R.Tcheca — A diretora argentina Ana Katz questiona as convenções sociais sobre família, diversão, vida em casal e dinheiro no seu mais recente filme, Sueño Florianópolis, que tem Andréa Beltrão e Marco Ricca no elenco.

"Absolutamente todas as famílias são disfuncionais", disse a ela, em entrevista à Agência Efe, durante o Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, na República Checa, onde estreou o longa, que mostra o interesse da diretora em trabalhar "com afeto" sobre esse tipo de conflito.

Nos anos 90, a trama desta comédia melancólica se centra em um casal argentino em crise que resolve fazer uma viagem de carro, com os dois filhos adolescentes, até Florianópolis.

"Com essa viagem ao Brasil, o filme se aproxima da zona mais íntima dos personagens, onde essas convenções são desconstruídas e desarmadas para que surjam certos mínimos momentos de liberdade, que não é uma liberdade organizada, mas uma espécie de liberdade a ser descoberta", explicou.

Em Sueño Florianópolis, no qual Ana também é corroteirista e se inspira em lembranças das próprias férias, o relato flui através do olhar da protagonista, Lucrecia (Mercedes Morán), psicanalista que vive uma experiência que marcará ela e o marido, Pedro (Gustavo Garzón), da mesma profissão.

Lucrecia e Pedro estão em um complicado processo de separação, dormindo em camas diferentes, mas compartilhando refeições e outros rituais familiares. As férias em Florianópolis poderiam ser a última viagem de todos juntos e talvez uma última tentativa de salvar o casamento, mas então ambos começam um verão épico com pessoas que farão com que eles repensem suas vidas. O filme tem ainda o ator Caio Horowicz.

Durante as férias, fora da rotina doméstica e em um lugar novo, eles se mostram mais abertos a descobrir outras experiências. Com o filme, Katz concorre ao Globo de Cristal em Karlovy Vary, o principal prêmio do festival, cujo ganhador será divulgado no sábado, 7.

Sobre fazer coproduções com o Brasil, ela reconheceu que cada vez mais essa possibilidade é explorada, mas persistem os problemas de distribuição dos diferentes países da América Latina.

"Funciona muito mais na coprodução, mas nesse caso é uma coprodução genuína, porque conta com argentinos que vivem no Brasil e não é simplesmente uma questão geográfica", disse.

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