Cheese Filmes
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Com 29 filmes, mostra do 4º Assimetria Festival Universitário segue até 25 de junho

Os vencedores serão anunciados no dia 26, por meio das redes sociais do festival

Leon Ferrari, Especial para o Estadão

19 de junho de 2021 | 10h00

A mostra competitiva do 4º Assimetria Festival Universitário de Cinema e Audiovisual segue disponível até 25 de junho. Por meio de uma playlist no YouTube, o público tem acesso a 29 curtas-metragens universitários, divididos em três categorias: ficção, documentário e experimental. Os vencedores de cada categoria e o ganhador da votação popular serão anunciados no dia 26, por meio das redes sociais do projeto. 



Na 4ª edição, que começou nesta terça-feira, 15, o festival reúne filmes de estudantes da região Sul do Brasil e também da Argentina, que podem ser assistidos a qualquer hora e em qualquer lugar. Essa é a segunda vez que o Assimetria ocorre de forma completamente virtual, no ano passado, com curtas expostos também por meio de uma playlist no YouTube, os organizadores contabilizaram cerca de 15 mil visualizações devido ao evento. 

Fernando Codevilla, um dos coordenadores da mostra, conta ao Estadão, que esse modelo de exibição faz com que haja a perda dos debates após a sessão. A fim de promover a interação com o público, no entanto, os organizadores promoverão ações nas redes sociais. “Para refletir sobre a produção atual do cinema”, explica Codevilla. Até o dia 26 de junho, serão veiculados vídeos tanto dos produtores do evento quanto dos diretores dos filmes no Instagram e no Facebook do festival, nos quais temas como dificuldades da produção audiovisual na pandemia serão abordados.

Criado em 2018, o Assimetria é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que, além de fomentar as culturas local, nacional e sul-americana, busca promover uma reflexão sobre a produção audiovisual de estudantes de graduação e pós-graduação. “É um momento para prestigiar os artistas que estão florescendo”, afirma Patrícia Iuva, uma das coordenadoras do Assimetria, ao Estadão

 


Entre eles está Helvécio Júnior, estudante de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que exibe pela primeira vez um curta-metragem no festival. “É uma oportunidade valiosa para cineastas universitários como eu, é uma vitrine para nossos filmes”, declara. Na opinião dele, é também uma oportunidade para o público em geral entrar em contato com o futuro do cinema nacional: “Meu filme, assim como os outros, mostram o que vem aí no audiovisual.”

Júnior expõe o documentário Congado: um Reino Oculto no Brasil Profundo, produzido no final de 2020 e premiado com o 2º lugar do 13º Festival Internacional de Cinema MacacuCine. Ao longo de 22 minutos, o filme trata sobre a tradição do congado, manifestação cultural e religiosa afro-brasileira, na cidade de Patos de Minas, em Minas Gerais. “Tínhamos a preocupação do registro histórico dessa tradição”, declara Júnior ao explicar que o Congado "resgata a majestade da população africana escravizada.”

Além do filme dirigido e roteirizado por Júnior, encontram-se títulos como o Emerge, Cor de Pele, Esqueleto de Hierro e Amanhã Estaremos Em Casa. “São filmes com um olhar bastante diverso. Há muitas abordagens diferentes”, afirma Codevilla ao destacar que há curtas abordando temas como diversidade racial e conflito de classe.



Assim como Júnior, outros 28 cineastas universitários esperam ansiosamente pela chegada do dia 26, quando os vencedores de cada categoria serão anunciados. A avaliação será feita por um júri oficial composto, neste ano, por três cineastas: Marta Machado, Maria Caú e Gabriela Golder.

O público também terá vez e poderá eleger o seu curta-metragem favorito. O voto popular será contabilizado por meio das curtidas que os filmes receberem no período do festival, de 15 a 25 de junho.

 

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