Daniel Leal-Olivas/AFP
Daniel Leal-Olivas/AFP

Colin Firth anuncia que não vai mais trabalhar com Woody Allen

Ator se junta a nomes como Mira Sorvino, Rachel Brosnahan, Greta Gerwig, Rebecca Hall e Timothée Chalamet, que manifestaram que se arrependem de terem colaborado com o diretor

EFE

19 Janeiro 2018 | 16h57

LONDRES - O ator britânico Colin Firth afirmou nesta sexta-feira, 19, que não voltará a trabalhar com o diretor norte-americano Woody Allen, que foi acusado pela filha adotiva, Dylan Farrow, de abusos sexuais.

+++ Filha de Woody Allen reafirma abuso sexual aos 7 anos

Firth, de 57 anos, trabalhou com Allen no filme Magia ao Luar (2014), antes de Farrow publicar uma carta aberta no jornal The New York Times na qual revelava que tinha sido abusada pelo cineasta quando tinha apenas sete anos.

+++ Woody Allen desmente novamente as acusações de sua filha adotiva

"Não vou trabalhar mais com ele", disse Firth, em declarações ao jornal britânico The Guardian. O ator se une assim a colegas de profissão como Mira Sorvino, Rachel Brosnahan, Greta Gerwig, Rebecca Hall e Timothée Chalamet, que manifestaram que se arrependem de terem colaborado no passado com Allen.

+++ Mais atores expressam seu arrependimento por trabalhar com Woody Allen

Hall e Chalamet, além disso, protagonistas do último filme do cineasta, A Rainy Day in New York, prometeram que doarão o salário correspondente ao filme a organizações beneficentes.

+++ Grupo feminista pede retirada de estátua de Woody Allen no norte da Espanha

As declarações de Firth foram feitas pouco depois de Farrow acusar os atores que continuaram trabalhando com seu pai adotivo de "perpetuar a cultura do silêncio "em Hollywood.

No ano passado, Firth criticou publicamente o produtor Harvey Weinstein, com quem trabalhou na filme O Discurso do Rei - papel que lhe valeu um Oscar -, em 2010, e disse que era "um homem aterrorizante", ao mesmo tempo que defendeu às mulheres que levantaram a voz contra ele.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.