Código Da Vinci não deve ser levado a sério, diz Tom Hanks

Tom Hanks, protagonista de O Código da Vinci, filme que antes mesmo de sua estréia mundial já causa muita polêmica, afirmou que seria "um grave erro" levar ao pé da letra a produção baseada no best-seller homônimo de Dan Brown. "É uma grande história, muito divertida...e tudo está no diálogo. Não fere ninguém", disse o ator norte-americano, em declarações ao jornal vespertino Evening Standard.Entretanto, Hanks disse que já se sabia que "um setor da sociedade se oporia à exibição" do filme, criticado por setores conservadores da Igreja Católica que consideram a história um ataque à fé cristã.O Código da Vinci, que será exibido no Festival de Cannes em 17 de maio, dois dias antes de sua estréia mundial, promete ser um dos maiores sucessos de bilheteria do ano graças à publicidade e à polêmica que causou.Algumas pessoas da Igreja Católica, como o arcebispo italiano Angelo Amato e o cardeal nigeriano Francis Arinze, pediram que os cristãos boicotem o filme. No Brasil, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Majella Agnelo, aconselhou os católicos a não assistirem ao filme. O argumento é que ele apresenta "uma imagem distorcida de Jesus Cristo, que está em contraste com as pesquisas e afirmações de estudiosos de diversas áreas das ciências humanas, da teologia e dos estudos bíblicos". Já o cardeal Cormac Murphy O´Connor, líder da Igreja Católica da Inglaterra e de Gales, adotou uma postura mais aberta. "Acho que é um thriller inócuo. Se as pessoas quiserem lê-lo (referindo-se ao livro), pode fazê-lo, mas é preciso ser consciente o tempo todo de que se trata de pura ficção", declarou recentemente o cardeal à emissora ITV.O filme, produzido pela Columbia Pictures, divisão da Sony, e dirigido por Ron Howard, também tem como intérpretes Audrey Tautou e Sir Ian McKellen.

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